Carnaval e economia criativa impulsionam crescimento do Brasil

Carnaval e economia criativa impulsionam crescimento do Brasil

Enfim, o debate sobre o crescimento econômico brasileiro vem ganhando novos contornos, com a inclusão de setores para além da indústria e do agro. Pesquisas recentes mostram que cultura e artes, muitas vezes consideradas periféricas, têm capacidade significativa de gerar empregos, renda e benefícios sociais. O Carnaval é um exemplo emblemático do potencial da economia criativa no país. A economista ítalo-americana Mariana Mazzucato, em visita ao Brasil, afirmou à Agência Brasil que o retorno econômico do investimento público em cultura pode superar, em diversos casos, o de setores industriais consolidados, como o automobilístico. Economista Mariana Mazzucato está no Brasil para estudar a economia criativa do carnaval Foto: Joédson Alves/Agência Brasil “O investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional”, disse Mazzucato. “No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências”. Segundo ela, os aportes em artes e cultura produzem efeitos multiplicadores mais expressivos, embora políticas públicas ainda priorizem indústrias tradicionais. Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial mostram que cada real investido em cultura gera, em média, R$ 7,59 em retorno econômico para a sociedade. No setor de automóveis e caminhões, o impacto é estimado em R$ 3,76 por real investido, menos da metade do efeito observado na área cultural. Autora do livro O Estado Empreendedor, Mazzucato visitou Rio de Janeiro e Salvador para analisar o impacto econômico do Carnaval e pretende incluir Recife em futuras etapas do estudo. A pesquisa é conduzida pela University College London (UCL), em parceria com a Unesco, e investiga como artes e cultura contribuem para o desenvolvimento econômico. Para Mazzucato, os benefícios do Carnaval vão além do turismo, hotelaria e consumo. A festa envolve uma cadeia produtiva durante todo o ano, incluindo músicos, artesãos, costureiras, cenógrafos e técnicos. Escolas de samba funcionam como espaços de formação de habilidades, construção de redes de relacionamento e fortalecimento da autoestima, especialmente em comunidades vulneráveis. Além dos impactos econômicos, a economista ressalta ganhos sociais e culturais, como fortalecimento da coesão social, identidade e patrimônio cultural. O Carnaval é um exemplo de como a economia criativa articula capital intelectual, cultural e social, promovendo desenvolvimento inclusivo. Durante encontros em Brasília com gestores públicos federais, Mazzucato defendeu colocar o Carnaval no centro de uma estratégia nacional de expansão da economia criativa, baseada na criatividade, conhecimento e ativos culturais como motores de geração de trabalho e renda. Ela também refutou a ideia de que faltam recursos para investir no setor cultural, lembrando que os impactos positivos vão além da economia direta, podendo reduzir a criminalidade. Ao mesmo tempo, alertou para o risco de concentração de renda caso a festa seja excessivamente comercializada e enfatizou a importância de direcionar recursos para as comunidades que produzem a riqueza cultural. A visita integra uma parceria com o Ministério da Cultura para criar indicadores econômicos que orientem políticas públicas, fortalecendo a economia ligada ao Carnaval, às artes e à cultura em geral. Mazzucato conclui que o debate sobre desenvolvimento deve ir além de setores específicos, sendo guiado por “missões” sociais e econômicas — como saúde universal e sustentabilidade. Nesse contexto, o Carnaval exemplifica como cultura, inclusão social e dinamismo econômico podem convergir em estratégias de desenvolvimento integradas. Com informações da Agência Brasil FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/carnaval-e-economia-criativa-impulsionam-crescimento-do-brasil/

Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais

Haddad estima déficit primário de 2025 em 0,1% do PIB

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã desta terça-feira (10), na capital paulista, que a atual situação econômica do Brasil já permite que o país comece a pensar em uma nova arquitetura para as despesas sociais, sugerindo uma fusão dos benefícios. Segundo ele, ainda não é um projeto de governo e nem chegou a ser submetido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas é um tema que já vem se tornando objeto de estudo. “Olhando para o orçamento, talvez o Brasil esteja maduro para uma solução mais criativa”, admitiu o ministro, em entrevista durante o CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual.  Notícias relacionadas: Classe dominante brasileira entende o Estado como dela, diz Haddad. Lula cria comitê gestor e lança plataforma da reforma tributária. BRB apresenta ao BC plano para recompor capital após perdas com Master. “Talvez nós estejamos numa situação que permita uma arquitetura nova do ponto de vista do dispêndio, sobretudo de natureza assistencial. A discussão sobre renda básica, por exemplo, vai nessa direção”, avaliou. Haddad comparou a ideia de se construir uma nova arquitetura ao projeto do Bolsa Família, lançado por Lula em 2003, e que acabou unindo diversos outros programas existentes.  “Será que não seria o caso de fazer o que o presidente Lula fez em 2003, quando estava cheio de programa e o Bolsa Família nasceu como o grande guarda-chuva, tornando-se um programa que ganhou o mundo e reputação, inclusive perante todos os especialistas e organismos internacionais?”, questionou o ministro. Segundo Haddad, a ideia desse novo projeto não é diminuir o gasto, mas modernizar e tornar mais eficaz e sustentável os programas sociais. “Esse é o tipo de discussão que está sendo feita entre os técnicos, inclusive do Estado brasileiro, não necessariamente ligados ao governo, e que veem nessa conjuntura [econômica] uma oportunidade de repensar essa questão de uma forma mais moderna”. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp   Banco Central e Master O ministro disse ser importante “cuidar do Banco Central”, porque ele “pode efetivamente contribuir muito, ou prejudicar muito, os governos e o país”. “Eu sou muito atento a tudo que o Banco Central diz e faz”, ressaltou Haddad. Segundo o ministro, quando ele faz críticas à manutenção dos juros altos no país, é apenas uma reflexão sobre o assunto e não um comentário que poderia afetar a reputação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. “Quando eu digo que eu não vejo muita razão para o juro real continuar subindo como está, uma vez que a inflação está caindo e o juro nominal está estável em 15%, eu não estou querendo macular a reputação da autoridade, mas estou fazendo uma reflexão. Uma reflexão que qualquer pessoa pode fazer”, explicou. Haddad, inclusive, voltou a elogiar a atuação de Galípolo em relação às denúncias envolvendo o Banco Master. “O fato concreto é que o Banco Master, até 2024, teve um crescimento exponencial que foi estancado assim que o Galípolo tomou posse. Ele se deparou com uma situação muito preocupante em relação ao que se verificava ali”, afirmou.  “Pior do que tudo, se descobriu uma fraude de R$ 12 bilhões. Diante disso, não havia muito o que fazer, à luz não apenas do patrimônio do próprio Master como do patrimônio do banco que comprou uma carteira fraudada”, acrescentou. Para o ministro da Fazenda, as investigações dos órgãos competentes sobre o caso deverão apontar as responsabilidades pela gestão fraudulenta. “Como é que esse banco atingiu essa dimensão? Alguém vai responder como é que essa coisa chegou nesse patamar”. Reforma tributária Ainda durante a entrevista, o ministro fez elogios à reforma tributária, afirmando que após sua aprovação o país vai figurar entre os melhores sistemas tributários do mundo. Segundo ele, esse é o principal legado que vai deixar ao país por sua atuação como ministro da Fazenda. “As pessoas ainda não têm condição de entender a profundidade da mudança que vai acontecer nos impostos sobre consumo no Brasil. Hoje nós temos um dos piores sistemas tributários do mundo atestado pelo Banco Mundial. A última avaliação nos colocava na posição 184 entre 190 países avaliados, uma posição vexaminosa. Mas eu acredito que nós vamos saltar para um dos melhores sistemas tributários do mundo”, avalia. Haddad destacou que a nova avaliação deve ocorrer por causa do nível de “digitalização e transparência” que foram dadas à reforma tributária brasileira.  “A reforma tributária vai entrar para a história, e eu acredito que, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, isso esteja já claro para todos nós”. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/haddad-defende-nova-arquitetura-para-beneficios-sociais

Chefe manezinho leva os sabores de Florianópolis para a China

Chefe manezinho leva os sabores de Florianópolis para a China

Manezinho da Ilha, pescador por vocação e cozinheiro por destino, o chefe Narbal Correa prepara mais uma travessia internacional levando na bagagem aquilo que define sua trajetória: comida simples, identidade cultural e relação direta com o mar. Em março, ele desembarca em Macau, na China, para participar do Festival Gastronômico de Macau, um dos principais encontros mundiais da gastronomia. Esta será a quarta participação de Narbal no evento e, segundo ele, não há muito espaço para invenção quando o assunto é representar o Brasil e Florianópolis. “No que a gente ganha, não se mexe”, resume. No cardápio, símbolos que atravessam fronteiras: empadinha de camarão, coxinha de frango, brigadeiro, quindim e caipirinha de limão. Pratos conhecidos, afetivos, que despertam reconhecimento imediato tanto em estrangeiros quanto na grande comunidade brasileira que vive na região. No Festival de Macau, o chefe não representa apenas um restaurante, mas uma cidade que foi a primeira do Brasil a receber o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco. Segundo ele, a gastronomia catarinense desperta atenção internacional pela qualidade dos frutos do mar, influenciada pela geologia e pela temperatura das águas do litoral. “Eles já esperam a gente. Querem ver o que vamos apresentar.” Natural de Florianópolis, Narbal carrega no discurso e na prática uma defesa firme da gastronomia como expressão cultural e econômica. Pescador há décadas, ele conhece o mar antes da panela. Essa relação direta com o alimento é também reflexo de um avanço importante na política pública catarinense: a permissão para que pescadores artesanais possam vender pescados e frutos do mar frescos diretamente a restaurantes, sem intermediários. Gastronomia reconhecida mundialmente A rede de Cidades Criativas da Gastronomia reúne municípios que utilizam a culinária como ferramenta de desenvolvimento cultural, social e econômico. No Brasil, Florianópolis foi a primeira a receber o reconhecimento, em 2014, abrindo caminho para outras cidades como Belém, Paraty e Barão de Cocais. A proposta vai além da promoção turística: envolve políticas públicas, valorização de saberes tradicionais, sustentabilidade e fortalecimento das economias locais a partir da comida. No cenário internacional, eventos como o Festival Gastronômico de Macau funcionam como vitrines estratégicas para essas cidades, estimulando intercâmbio cultural e projeção global. Para chefes como Narbal Correa, a participação vai além da experiência profissional: é uma forma de reafirmar a identidade da cidade no exterior, mostrando que a gastronomia de Florianópolis não se sustenta apenas em técnica, mas em território, história e modos de vida preservados. Qualidade incentivada por lei Em Santa Catarina, a chamada “Lei dos Pescados” autoriza a venda direta do pescado fresco, conservado apenas em gelo, desde que utilizado exclusivamente na preparação dos pratos do próprio estabelecimento. Em Florianópolis, a norma foi regulamentada por decreto municipal, reconhecendo oficialmente uma prática histórica da Ilha e fortalecendo a pesca artesanal local. Para Narbal, trata-se de uma conquista que impacta diretamente a qualidade da cozinha. “É isso que garante peixe fresco, identidade e respeito ao território”, costuma defender. (ND, 11/02/2026) Nota do Editor: Florianópolis foi oficialmente reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO em 2 de dezembro de 2014, tornando-se a primeira cidade brasileira a receber essa distinção. O título integra a Rede de Cidades Criativas e destaca a gastronomia como instrumento de desenvolvimento cultural, social e econômico. A candidatura foi coordenada pela Associação FloripAmanhã, em parceria com a Prefeitura Municipal e entidades da sociedade civil e acadêmica, com o objetivo de ampliar a visibilidade internacional da cidade e fortalecer o setor gastronômico como vetor estratégico de desenvolvimento. Publicado em 11 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/chefe-manezinho-leva-os-sabores-de-florianopolis-para-a-china/

Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação

Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de inovação vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lançaram nesta terça-feira (10) o Finep pelo Brasil, série de encontros que percorrerá 100 capitais e cidades do interior em todas as regiões do país, de hoje (10) até o dia 10 de abril. O lançamento do programa, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, marca o início de encontros presenciais voltados à divulgação das linhas de crédito, subvenção econômica e demais instrumentos de apoio da financiadora para empresas, cooperativas e instituições científicas e tecnológicas para reduzir as desigualdades regionais. A Finep apresentou os 13 editais de chamadas públicas que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis destinados a projetos alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB). São recursos que não precisarão ser devolvidos às instituições concedentes, disponíveis para empresas de todos os portes. “O objetivo é promover a reindustrialização nacional com foco em sustentabilidade, autonomia tecnológica e diminuição da dependência externa, com geração de empregos e renda para o país”, explica a agência. Os setores estratégicos contemplados incluem cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Os itens financiáveis são gastos de pessoal, serviços de consultoria, equipamentos e material de consumo, dentre outros. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que o grande desafio é o crédito para a indústria, ainda concentrado muitas vezes no estado de São Paulo. “Esse programa tem o objetivo de estimular principalmente as empresas de base tecnológica a buscar recursos para a inovação. A ciência tem que sair do papel. Não conseguiremos ser a nação autônoma que desejamos sem ciência e tecnologia. Não podemos ser o país eterno das commodities.” Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a capacidade de integrar competências e responder às demandas reais do mercado é fundamental para transformar conhecimento em inovação e competitividade. “Quando setor público e setor produtivo se associam e atuam de forma coordenada, a inovação deixa de ser exceção e passa a ser uma estratégia. Não há nação verdadeiramente independente que não priorize conhecimento. Estados Unidos e China assim respondem cada vez mais a processos robustos de investimento em pesquisa e desenvolvimento.”  Parceiro estratégica da iniciativa, o sistema Firjan Senai Sesi tem o objetivo de transformar instrumentos de fomento em projetos concretos de desenvolvimento tecnológico, competitividade industrial e crescimento econômico. Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o anúncio de subvenção econômica e linhas de fomento em condições especiais são relevantes, porque enfrentam um dos principais gargalos da indústria brasileira: o baixo investimento em inovação. “Hoje, o Brasil investe apenas 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, bem abaixo de países como Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Estados Unidos.” FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/finep-pelo-brasil-percorre-100-cidades-em-apoio-a-pesquisa-e-inovacao/

FloripAmanhã participa de oficinas do Projeto CITinova II nos bairros do Estreito e de Coqueiros

Fotografia de cerca de vinte e cinco adultos posando sorridentes sob uma grande árvore, em área externa com deck de madeira, diante de um prédio moderno. Alguns estão agachados na frente e outros em pé atrás, em clima descontraído.

Oficinas reuniram moradores, lideranças e especialistas para o diagnóstico urbano e climático do projeto A associação esteve presente, nesta terça-feira (10/02), nas Oficinas Participativas de Diagnóstico do Projeto CITinova II, realizadas nos bairros do Estreito e de Coqueiros. O encontro contou com a presença da diretora adjunta de Meio Ambiente da FloripAmanhã, Salete Pereira. As oficinas integram a etapa de diagnóstico urbano e climático do projeto e reuniram moradores, lideranças comunitárias, especialistas e representantes de diferentes setores da sociedade. A proposta é coletar percepções, dados e contribuições locais que sirvam de base para o planejamento integrado dessas áreas e para a formulação de soluções voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável. O Projeto CITinova II é uma iniciativa nacional que articula ciência, tecnologia e inovação para apoiar municípios brasileiros na redução das emissões de gases de efeito estufa, na conservação da biodiversidade e no fortalecimento da resiliência das cidades frente às mudanças climáticas. A metodologia adotada prioriza a participação social como elemento central do processo de diagnóstico e tomada de decisão. Planejamento urbano com escuta ativa da comunidade Durante as atividades, os participantes contribuíram com apontamentos sobre desafios, potencialidades e oportunidades dos bairros do Estreito e de Coqueiros, considerados territórios estratégicos no contexto urbano de Florianópolis. As informações levantadas serão sistematizadas e incorporadas ao diagnóstico que orientará as próximas fases do projeto. A participação da FloripAmanhã nas oficinas está alinhada à atuação histórica da associação na promoção da cultura de planejamento, da sustentabilidade urbana e da articulação entre sociedade civil, setor privado e poder público. Ao integrar espaços de escuta e construção coletiva, a entidade reforça seu compromisso com processos participativos e com a qualificação das políticas urbanas da cidade. Mais informações sobre o Projeto CITinova II estão disponíveis no site oficial do programa. Publicado em 11 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/floripamanha-participa-de-oficinas-do-projeto-citinova-ii-nos-bairros-do-estreito-e-de-coqueiros/

Diretor Jurídico do BRB deixa cargo após caso Banco Master

Diretor Jurídico do BRB deixa cargo após caso Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) informou que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo renunciou ao cargo de diretor Jurídico da instituição. Segundo fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na segunda-feira (9) à noite, a saída do executivo será efetivada no próximo sábado (14). No comunicado, o BRB diz que seguirá mantendo acionistas e o mercado informados sobre fatos relevantes, reforçando o compromisso com ética, responsabilidade e transparência. O banco, no entanto, não detalhou os motivos da renúncia nem informou quem assumirá a Diretoria Jurídica. Notícias relacionadas: BRB apresenta ao BC plano para recompor capital após perdas com Master. BRB diz ter encontrado “achados relevantes” sobre caso do Banco Master. Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem durante acareação. A saída ocorre em meio à crise enfrentada pelo BRB após vir à tona o envolvimento da instituição com o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.  Jacques Veloso havia sido nomeado diretor Jurídico em agosto de 2024, indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para cumprir o restante do mandato iniciado em 2022, após a saída do então titular. Ele assumiu oficialmente a função em dezembro daquele ano e já integrava a governança do banco como membro do Comitê de Auditoria. Também nesta segunda-feira, o BRB anunciou a posse de Ana Paula Teixeira como nova diretora executiva de Controles e Riscos. Segundo o banco, a executiva tem trajetória consolidada no setor financeiro e atuou como vice-presidente de Gestão de Riscos, Controles Internos, Segurança Institucional e Cibersegurança no Banco do Brasil. Em nota, o BRB afirmou que a nomeação busca fortalecer a governança corporativa, a integridade institucional e a gestão de riscos e controles internos da instituição. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Banco Master A renúncia de Veloso e a mudança na diretoria ocorrem após investigações apontarem operações entre o BRB e o Banco Master consideradas irregulares. No período de 2023 a 2024, o banco público adquiriu duas carteiras de crédito do Master no valor de R$ 12,2 bilhões, compostas por ativos superfaturados ou inexistentes, segundo as apurações. Em 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de adquirir o controle do Banco Master. A operação foi aprovada pelo Cade em junho, mas acabou rejeitada pelo Banco Central em setembro. Pouco depois, o Master foi liquidado pelo BC. De acordo com depoimento prestado à Polícia Federal no fim de 2025 pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, as operações com o Banco Master teriam provocado um rombo estimado em R$ 5 bilhões no balanço do BRB. Parecer técnico e vídeo A renúncia ocorre após reportagem do site Metrópoles revelar a existência de um parecer jurídico assinado por Veloso no qual ele teria alertado para riscos nas operações entre o BRB e o Banco Master. No documento, o então diretor jurídico destacou a importância da observância dos índices de liquidez e de Basileia, considerados essenciais para garantir a solidez e a estabilidade do sistema financeiro. Apesar do alerta técnico, Veloso também gravou um vídeo interno no qual defendeu a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Na gravação, enviada a servidores da instituição após o anúncio da negociação, ele afirmou que “todos os cuidados jurídicos estavam sendo tomados” para que a operação seguisse os trâmites legais e normativos aplicáveis ao banco público. Os vídeos reuniram depoimentos de executivos de diferentes áreas do BRB e buscavam ressaltar supostas “vantagens técnicas” da aquisição, barrada pelo Banco Central e posteriormente investigada pela Polícia Federal. Recomposição Para conter a crise de credibilidade e reforçar a liquidez, o BRB apresentou ao Banco Central, na sexta-feira (6), um plano de capital com medidas para recompor o patrimônio da instituição em até 180 dias. Segundo estimativas do BC, o aporte mínimo necessário pode chegar a R$ 5 bilhões. O governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB com cerca de 72% do capital, acompanha de perto a situação. O plano foi entregue pessoalmente pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, em reunião na sede do Banco Central, em Brasília. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/diretor-juridico-do-brb-deixa-cargo-apos-caso-banco-master

Salvador celebra o samba como tema do Carnaval

Depois de celebrar os 40 anos da Axé Music no Carnaval passado, Salvador volta às homenagens deste ano para outro ritmo essencial da música brasileira: o samba. O tema da folia promovida pela prefeitura é “O samba nasceu aqui”, uma reverência a um gênero que atravessa gerações, não só no Carnaval, mas o ano inteiro. A homenagem faz referência aos 110 anos da gravação do primeiro samba do Brasil, em 1916: “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida. “Pelo Telefone” foi composta em uma roda de samba na casa da baiana Tia Ciata, que se mudou para o Rio de Janeiro em 1876, levando com elas as tradições do samba de roda da Bahia. E a ligação com o estado também aparece nas primeiras gravações: uma versão instrumental foi feita pela banda do 1º Batalhão da Polícia da Bahia. Já a primeira gravação com letra foi do cantor “Bahiano”, nascido em Santo Amaro.  De lá para cá, “Pelo Telefone” ganhou inúmeras releituras, como a versão gravada por Martinho da Vila. Bloco Alvorada Com 51 anos de história, o Alvorada é o bloco de samba mais antigo em atividade em Salvador. O presidente do grupo, Vadinho França, diz que a homenagem é também um recado de resistência. “A mensagem é que enquanto existirem pessoas à frente da entidade de samba no carnaval, que sejam perseverantes e resilientes, o samba vai ser sempre respeitado. O samba ficou muito invisível no carnaval, mas com surgimento de outras entidades de samba no carnaval, o samba ganha notoriedade legitimado pelo povo.” Vadinho destaca que, além da ancestralidade, o samba também movimenta a economia e fortalece vínculos comunitários o ano inteiro na capital. “A ancestralidade é real no samba, pois ele rejuvenesceu e se tornou muito mais profissional sem perder a sua essência. O samba vive um grande momento na sociedade, de segunda a segunda tem samba em Salvador, passando do samba como um entretenimento, mas criando um forte apelo social e econômico na comunidade.” Atualmente, é o samba que dita o ritmo que abre oficialmente o Carnaval de Salvador, na quinta-feira gorda, no Circuito Campo Grande, puxando os trios elétricos com blocos como Alerta Geral, Pagode Total e Proibido Proibir. *Com produção de Luciene Cruz e sonoplastia de Jailton Sodré. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-02/salvador-celebra-o-samba-como-tema-do-carnaval

Workshop de Cocriação do Plano de Ação do Ecossistema de Inovação do Sapiens Parque

Workshop de Cocriação do Plano de Ação do Ecossistema de Inovação do Sapiens Parque

Foto:  InPETU hub O Sapiens Parque realizou, na última segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o Workshop de Cocriação do Plano de Ação do Ecossistema de Inovação. O encontro reuniu presencialmente os atores no InPETU hub e marcou o início do processo de estruturação das ações estratégicas do ecossistema do parque.  A atividade teve como foco a construção colaborativa do plano de ação, a partir do alinhamento entre os participantes sobre prioridades e eixos de atuação. Durante o encontro, foi apresentada a metodologia do processo, com o objetivo de contextualizar os envolvidos e orientar a definição das frentes prioritárias para a formação dos Grupos de Trabalho (GTs). Em seguida, os atores puderam indicar e estruturar ações a serem desenvolvidas de forma colaborativa, com foco na superação dos desafios identificados na etapa de feedback, de acordo com suas áreas de atuação.  A iniciativa integra o Sapiens Parque Connect, projeto estratégico voltado ao fortalecimento da articulação, da governança e da colaboração entre os atores do Ecossistema de Inovação do Sapiens Parque. O projeto busca promover conexões qualificadas entre empresas, instituições de conhecimento, ambientes de inovação e demais parceiros, apoiando a construção de processos colaborativos, o alinhamento de agendas e o desenvolvimento de ações estruturantes.  Ecossistema de Inovação do Sapiens Parque:  Clique aqui e confira o mapa do ecossistema de inovação do Sapiens Parque.  (Assessoria de Imprensa InPETU hub) Publicado em 11 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/workshop-de-cocriacao-do-plano-de-acao-do-ecossistema-de-inovacao-do-sapiens-parque/

Insegurança afasta famílias e esvazia praça Santos Dumont, na Trindade

Quem trabalha, mora ou transita no entorno da praça Santos Dumont, na Trindade, em Florianópolis, tem um sentimento predominante: insegurança. Situada numa região movimentada, com muitos comércios e próxima à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a praça é diariamente ocupada por pessoas em situação de rua e usuários de drogas. O parquinho, que deveria ser das crianças, vive vazio, porque ninguém quer deixar filho pequeno brincando ali. Embora limpa na maior parte do tempo, a praça não cumpre sua função social, conforme a percepção de comerciantes, empresários e trabalhadores da região. O comerciante Acilon Fontoura, 58 anos, trabalha na praça desde 2018, e diz que a situação se agravou depois da pandemia. “Estamos no grupo dos comerciantes e tem uma reclamação atrás da outra. Essa praça aqui tá um lixo, com o perdão da palavra. As pessoas não conseguem nem comer um lanche em paz”, relata. Fontoura reclama da constante de furtos, da presença constante de pessoas em situação de rua e de abordagens frequentes aos poucos frequentadores da praça, como fatores que afastaram famílias e crianças. Afirma ainda que, apesar da presença policial, o problema persiste. “Eles passam, mas podiam parar, conversar, pedir pra circular”, avalia. A empresária Gisele Nascimento, 47 anos, tem um negócio há cerca de um mês na região e diz que o clima varia. “Dependendo do horário fica um pouco pior. Quando tem feira, vemos mais cedo e não é legal”, afirma. “Eu não consigo atravessar a praça. Dou a volta inteira”, lamenta. Gisele também menciona o desconforto causado pela circulação de pessoas em situação de rua no centro comercial em que trabalha. “Eles entram pra pegar água, usar banheiro e dependendo da condição, gera desconforto pra quem tá trabalhando e circulando ali.” Uma trabalhadora da região, que pediu para não ser identificada, relata medo constante, principalmente à noite. Moradora de São José, deixa a moto próximo à praça e já teve problemas recorrentes. “Já mexeram duas vezes. Uma vez tinha um comendo em cima da moto. Quando penso em sair, fico um estresse”, conta. Em outra ocasião, teve uma peça furtada. “É prejuízo, estresse e isso causa medo e preocupação.” O receio dela vai além dos danos materiais. “Eles estão sempre com droga, álcool, fora da consciência. A gente nunca sabe se vai ser atacada, assaltada. É medo constante”, diz. Ela revela que já cogitou deixar o emprego por não se sentir segura na região. Demandas e soluções Entre os pedidos às autoridades, estão reforço no policiamento, abordagens mais frequentes e medidas estruturais. Em resposta às reclamações, a vice-prefeita e secretária municipal de Segurança e Ordem Pública, Maryanne Mattos, afirma que o município iniciou um conjunto de ações para ampliar o controle e a presença do Poder Público no local. Ela esteve com empresários da região na quarta-feira (4) pela manhã e alinhou estratégias. Um dos encaminhamentos foi a inclusão dos comerciantes no grupo Guardião, um canal direto de WhatsApp com a Guarda Municipal. “Vão participar, colocando as ocorrências ali, com foto, localização e informação em tempo real”, explicou. Outra medida será a instalação de seis câmeras de monitoramento. “Os comerciantes se comprometeram a doar para que possamos integrar ao sistema de inteligência”, afirmou Maryanne. Além disso, haverá reforço de presença no local. “Vamos colocar dois voluntários com as rondas, para acionar a guarda, a assistência ou a prefeitura quando necessário.” A secretária ressaltou que as abordagens na região são frequentes, inclusive de madrugada. Segundo ela, o reforço das ações no Centro e nas praias faz parte da estratégia, já que parte dessa população migra para bairros como a Trindade. Para Maryanne, a parceria com a comunidade será decisiva. (ND, 10/02/2026) Publicado em 10 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/inseguranca-afasta-familias-e-esvazia-praca-santos-dumont-na-trindade/

Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação

Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de inovação vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lançaram nesta terça-feira (10) o Finep pelo Brasil, série de encontros que percorrerá 100 capitais e cidades do interior em todas as regiões do país, de hoje (10) até o dia 10 de abril. O lançamento do programa, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, marca o início de encontros presenciais voltados à divulgação das linhas de crédito, subvenção econômica e demais instrumentos de apoio da financiadora para empresas, cooperativas e instituições científicas e tecnológicas para reduzir as desigualdades regionais. Notícias relacionadas: 2025: indústria cresce mais que a média do Brasil em sete estados. Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais . INPC de janeiro sobe 0,39% e acumula alta de 4,3% em 12 meses. A Finep apresentou os 13 editais de chamadas públicas que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis destinados a projetos alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp São recursos que não precisarão ser devolvidos às instituições concedentes, disponíveis para empresas de todos os portes. “O objetivo é promover a reindustrialização nacional com foco em sustentabilidade, autonomia tecnológica e diminuição da dependência externa, com geração de empregos e renda para o país”, explica a agência. Os setores estratégicos contemplados incluem cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Os itens financiáveis são gastos de pessoal, serviços de consultoria, equipamentos e material de consumo, dentre outros. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos durante o lançamento do Finep Pelo Brasil na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que o grande desafio é o crédito para a indústria, ainda concentrado muitas vezes no estado de São Paulo. “Esse programa tem o objetivo de estimular principalmente as empresas de base tecnológica a buscar recursos para a inovação. A ciência tem que sair do papel. Não conseguiremos ser a nação autônoma que desejamos sem ciência e tecnologia. Não podemos ser o país eterno das commodities.” Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a capacidade de integrar competências e responder às demandas reais do mercado é fundamental para transformar conhecimento em inovação e competitividade. “Quando setor público e setor produtivo se associam e atuam de forma coordenada, a inovação deixa de ser exceção e passa a ser uma estratégia. Não há nação verdadeiramente independente que não priorize conhecimento. Estados Unidos e China assim respondem cada vez mais a processos robustos de investimento em pesquisa e desenvolvimento.”  Parceiro estratégica da iniciativa, o sistema Firjan Senai Sesi tem o objetivo de transformar instrumentos de fomento em projetos concretos de desenvolvimento tecnológico, competitividade industrial e crescimento econômico. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luiz Césio Caetano, durante o lançamento do Finep Pelo Brasil na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, o anúncio de subvenção econômica e linhas de fomento em condições especiais são relevantes, porque enfrentam um dos principais gargalos da indústria brasileira: o baixo investimento em inovação. “Hoje, o Brasil investe apenas 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, bem abaixo de países como Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Estados Unidos.” Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/finep-pelo-brasil-percorre-100-cidades-em-apoio-a-pesquisa-e-inovacao