Caixa e MDS lançam microcrédito para integrantes no CadÚnico

Caixa e MDS lançam microcrédito para integrantes no CadÚnico

O ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Caixa Econômica Federal lançaram hoje (9), na capital paulista, a oportunidade de microcrédito para famílias do Cadastro Único (CadÚnico), registro que permite ao governo saber quem são e como vivem as famílias de baixa renda no Brasil. Ainda em fase piloto, o microcrédito vai funcionar de forma experimental por 90 dias, começando por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e depois se estenderá para o resto do país. O empréstimo integra o programa Acredita no Primeiro Passo, que tem por objetivo combater a pobreza e a desigualdade por meio do trabalho, oferecendo crédito e qualificação para famílias de maior vulnerabilidade social. Notícias relacionadas: BB passa a oferecer crédito orientado a famílias inscritas no CadÚnico. Lula sanciona gratuidade em conta de luz para famílias de baixa renda. Caixa conclui pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família. Os primeiros contratos foram assinados na tarde desta segunda-feira pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, e o presidente da Caixa, Carlos Vieira. “Não se trata só de um financiamento, é um crédito assistido. Tem o crédito, mas tem a assistência para o próprio negócio, como o negócio da beleza, da gastronomia, do pequeno comércio”, explicou o ministro, em entrevista à Agência Brasil.  “Uma pessoa que quer um financiamento, mas o juro está alto, aqui ela terá uma condição de taxa adequada para o financiamento com a Caixa. Se ela quer [empreender], mas não tem um avalista ou não tem uma garantia, o presidente Lula criou um fundo garantidor”, acrescentou. O foco do programa são mulheres, pessoas negras, jovens, pessoas com deficiência e de povos e comunidades tradicionais. O crédito varia entre R$ 500 e R$ 21 mil, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O prazo varia entre 4 e 12 meses.  “Nós estamos expandindo esses créditos de forma que essas pessoas consigam desenvolver suas atividades laborais. Esse é o grande propósito”, ressaltou o presidente da Caixa. Algumas das pessoas que serão beneficiadas com o crédito são os ambulantes da Associação Guerreiros, que congrega ambulantes, feirantes e trabalhadores informais de São Paulo.  Segundo a presidente da associação, Margarida Ramos, esse crédito deve ajudar os ambulantes principalmente no momento de compra de mercadorias. “As pessoas querem investir em mercadoria ou obter algum crédito para momentos de necessidade”, disse.  “Eu ficava preocupada porque eu via vários programas do governo para todos os tipos de trabalhadores, mas para o trabalhador informal ele não chegava. Esse programa caiu assim na hora certa”, acrescentou. Educação financeira Ainda nesta segunda-feira, o ministro lançou, na capital paulista, o Bate-Bola Financeiro, um jogo online de educação financeira, elaborado junto com a bandeira Visa, e voltado para inscritos no CadÚnico. Nesse jogo, os participantes vão responder perguntas de situações do dia a dia sobre controle de gastos, organização do orçamento familiar e planejamento financeiro. A cada resposta correta, o time avança em campo e faz gol. Em caso de erro, o jogador perde a posse de bola, mas pode tentar novamente.  O objetivo do jogo, ressalta o ministério, é que todas as pessoas possam aprender a lidar com dinheiro. “Já trabalhamos com formação financeira desde 2023, mas a linguagem do futebol é um trunfo para democratizar esse conhecimento, com qualificação, apoio técnico e financiamento a esses empreendedores”, disse o ministro, durante o lançamento do jogo. Gratuito e online, o jogo pode ser utilizado por pessoas de todas as idades, podendo ser acessado tanto do celular quanto do computador.  “Ao levar esse conteúdo de forma lúdica para o público atendido pelo CadÚnico, contribuímos para que esse público desenvolva habilidades essenciais para tomar decisões financeiras mais conscientes ao longo da vida”, disse Rodrigo Cury, presidente da Visa do Brasil. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/caixa-e-mds-lancam-microcredito-para-integrantes-no-cadunico

Florianópolis terá Carnaval boutique com novidades atraídas por gestão público-privada

Da Coluna de Estela Benetti (NSC, 08/02/2026) Reconhecida como um destino de qualidade para o Carnaval, Florianópolis tem a expectativa de confirmar e até elevar ainda mais esse conceito com a festa deste ano. Entre as razões principais está o maior planejamento dos cinco dias de folia, a partir de sexta-feira, a cargo da empresa catarinense Hit Makers, da holding 4Zero4. O CEO do grupo, Fernando Ligório, avalia que com público de 1,5 milhão de pessoas ou um pouco mais, o Carnaval de Florianópolis segue como um produto boutique, por ser menor do que os de outras cidades do país já tradicionais no Carnaval. Nesta edição, o Carnaval de Florianópolis está com uma organização fortalecida porque a empresa teve mais tempo para planejar a programação dos cinco dias de festa. Trouxe como novidades trios elétricos com nomes fortes da música nacional – Ferrugem, Jammil e Gloria Groove –, mais atrações estaduais, maior participação de marcas e melhor infraestrutura. Os trios passarão no Centro – Avenida Paulo Fontes e Praça XV, mas haverá Carnaval também nos bairros Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Canasvieiras, Ponta das Canas, Ingleses, Lagoa da Conceição, Campeche e Pântano do Sul. A marca oficial do evento é a cerveja Amstel, do Grupo Heineken. Outras marcas, a convite da Hit Makers, também estarão presentes no evento. Entre os diferenciais esperados está a segurança – SC é o estado mais seguro do Brasil – e mais estrutura de banheiros químicos nas ruas. A gastronomia fica a cargo dos restaurantes locais e de vendedores que atuarão no evento. – Nós, como empresa privada que venceu a concessão do Carnaval, captamos recursos de patrocinadores e trazemos para Santa Catarina, para Florianópolis. Eu destaco isso para o prefeito Topazio Neto. É um projeto executado em conjunto. Uma parte das responsabilidades é da prefeitura, e outra é nossa. Nós não recebemos dinheiro público para fazer o Carnaval – explica Fernando Ligório. O modelo de parceria público-privada adotado por Florianópolis para o Carnaval permite à empresa privada captar recursos de patrocinadores e contratar atrações para o evento. Em contrapartida, deve oferecer serviços de segurança, atendimento à saúde, estrutura de banheiros químicos e também pagar uma outorga à prefeitura. Empresa com atuação nacional A Hit Makers é uma das empresas com maior experiência em eventos culturais no Brasil. Neste ano, por exemplo, além do Carnaval de Florianópolis, tem feito eventos em outras cidades. Um deles foi do bloco da Ivete Sangalo em São Paulo neste sábado (07). A empresa faz, também, a gestão da orla de Imbituba, que inclui a Praia do Rosa. – Temos a concessão da orla de Imbituba, que inclui a Praia do Rosa. São contratos pelos quais ganhamos o direito de exploração e assumimos um caderno de encargos. Com ele, vendemos (patrocínio) para alguém do mercado privado pagar – explica Fernando Ligório. Grupo fundado por colegas da UFSC A Hit Makers é uma das empresas da holding 4Zero4, fundada por três jovens que compartilhavam apartamento enquanto faziam graduação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): Fernando Ligório, Francis Ziembowicz e Rodolfo Maggioni. A holding reúne as empresas VOE, Hit Makers, Sea e Imageneers. Elas atuam em áreas diferentes de marketing de experiência (ao vivo), conhecido mais pela denominação inglesa “live marketing”. Publicado em 09 fevereiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/02/florianopolis-tera-carnaval-boutique-com-novidades-atraidas-por-gestao-publico-privada/

Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional

Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional

O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (9) o resultado da primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional em 2026. A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou US$ 4,5 bilhões, com a emissão de um novo título de dez anos – o Global 2036 – e a reabertura do título Global 2056, de 30 anos de prazo. Notícias relacionadas: Dólar cai para o menor valor em 21 meses, e bolsa bate recorde. Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% este ano. Com vencimento em 22 de maio de 2036, o Global 2036, foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões, volume recorde para papéis de dez anos do Tesouro Nacional, com juros de 6,4% ao ano, ou seja, pagando 6,4% ao ano aos investidores. Além disso, há um cupom de 6,25% ao ano a ser pago semestralmente, em maio e em novembro. O título teve um spread 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima do título do Tesouro dos Estados Unidos. Tanto os juros como o spread funcionam como medida de risco dos papéis brasileiros no exterior. Quando mais baixo, menor as chances de o país dar calote na dívida pública externa. Os juros foram maiores que na emissão anterior de títulos de dez anos, realizada em novembro. Na ocasião, o Tesouro obteve juros de 6,2% ao ano. Em relação ao spread, a diferença também foi maior que os 210,9 pontos (2,109 pontos percentuais) registrada em novembro. Global 2056 Em relação ao papel de 30 anos, o Brasil captou US$ 1 bilhão com vencimento em 12 de janeiro de 2056. O papel pagará juros de 7,3% ao ano, cupom de 7,25% ao ano e spread de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) sobre os papéis de 30 anos do Tesouro estadunidense. Segundo o Tesouro, o spread foi o mais baixo para um título brasileiro de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014 (187,5 pontos-base). Na comparação com a emissão anterior do Global 2056, ocorrida em setembro do ano passado, tanto os juros como o spread caíram. Na ocasião, o Tesouro conseguiu juros de 7,5% ao ano e spread de 252,7 pontos. Demanda Segundo o Tesouro Nacional, a operação teve demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado, com o livro de ordens (que mede o interesse dos investidores) atingindo aproximadamente US$ 12 bilhões. Em relação ao Global 2036, o total captado foi o maior para títulos internacionais de dez anos desde o início das emissões no exterior pelo governo brasileiro. “Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país”, destacou o Tesouro em nota. A operação foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os US$ 4,5 bilhões captados nesta segunda serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/brasil-capta-us-45-bilhoes-em-titulos-no-mercado-internacional