Parque Tecnológico Horizontes da Inovação: Três Anos de Transformação e a Consolidação da Paraíba como Polo Científico e Tecnológico

O Parque Tecnológico Horizontes de Inovação (PTHI) vem se consolidando como referência em empreendedorismo inovador na Paraíba, fortalecendo o ecossistema de startups e negócios de impacto. Executado pelo Governo da Paraíba, por meio da Secties e da Fapesq, o Parque atua na incubação, fomento a empreendedores e modernização digital, conectando pesquisa, tecnologia e inovação. Até agora o Governo já investiu na reestruturação e reforma da sede do PTHI cerca de R$ 32 milhões, garantindo espaços para laboratórios, mentorias, eventos e rodadas de negócios. Tendo como missão estimular a inovação e o empreendedorismo em todo o estado o Programa Tecnológico Horizontes da Inovação já atendeu desde 2022, 36 startups, incluindo cinco turmas de pré-incubação, uma turma de incubação regular, uma de incubação de impacto, duas turmas de capacitação técnica com empresas vencedoras da ExpoFavela 2023 e 2024 e quatro editais Conectando Startups, que abordaram turismo sustentável, tecnologias educacionais, economia da longevidade e transição energética. Ao todo, 148 projetos foram apoiados, com investimento de R$7,5 milhões em startups. Kycia Cordeiro, CEO da Plis Lavir – Cler app, é um dos exemplos de sucesso dos editais do Parque. A startup nasceu a partir de uma experiência pessoal de cuidado com idosos e da identificação de um problema recorrente na rotina de famílias responsáveis pela administração de múltiplas medicações. “O Parque Tecnológico foi fundamental para transformar o que era apenas uma ideia em um produto real. A incubação, as mentorias, as oficinas e o apoio recebido nos deram segurança, conhecimento e estrutura para desenvolver o aplicativo, testar a solução e colocá-la em prática. Sem esse ecossistema, com o parque, a FAPESQ e o apoio do Governo do Estado, essa ideia poderia não ter saído do papel”, comentou. A empresa desenvolveu o aplicativo Claire, uma solução digital que utiliza inteligência artificial para escanear prescrições médicas, organizar e manter atualizadas as informações sobre medicamentos, reduzindo erros e auxiliando tanto no dia a dia quanto em situações de emergência. PTHI – Parque Tecnológico Horizontes da inovação – Fotos: Mateus de Medeiros A atuação do Parque também se dá no fomento de negócios de impacto e um exemplo recente disso foi a ExpoFavela Paraíba 2025, onde foram investidos mais de R$1 milhão pelo Governo do Estado. Os empreendimentos vencedores receberam fomento financeiro e apoio técnico do PTHI: os cinco primeiros colocados receberam R$50 mil cada, e os demais, R$40 mil, além de acesso a mentorias e capacitações especializadas voltadas ao fortalecimento dos negócios. Entre startups anteriores, a TrêsBê Delas recebeu R$200 mil via venture capital, enquanto a UMÓI obteve R$80 mil em subvenção econômica, possibilitando a implementação de tecnologias inovadoras, como realidade virtual e visão computacional. Mentorias, capacitação e infraestrutura digital Fora o aporte financeiro, o Parque oferece mentorias especializadas, abrangendo desde a modelagem de negócio e Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável ou MVP) até estratégias de mercado, gestão financeira e planejamento estratégico. Este suporte prepara os empreendedores para escalar suas startups de forma sustentável. Entre as melhorias e ampliação na infraestrutura digital do Parque com modernização da plataforma de gestão das startups estão: painéis de acompanhamento, mentorias online, avaliação de desempenho, otimização de fluxos de inscrição e documentos, além de segurança aprimorada, garantindo estabilidade e confiabilidade aos empreendedores. Eventos e articulação estratégica Mesmo sem a sede finalizada, o Parque já sediou Demodays, encontros que conectam startups a investidores, reuniões estratégicas do Complexo Científico do Sertão e a cerimônia de pré-embarque dos bolsistas do Programa Paraíba Sem Fronteiras, demonstrando seu impacto direto no ecossistema de inovação do estado. Os setores de atuação do PTHI são os mais diversos no mercado, incluindo tecnologia, educação, economia criativa, eventos, turismo, saúde e bem-estar. A diversidade do ecossistema é refletida na representatividade feminina, que lidera 40% das startups incubadas, e na inclusão social, com projetos voltados para comunidades e minorias. A parceria com instituições de ensino superior, como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é essencial para a curadoria e mentorias, garantindo que os projetos recebam suporte técnico de alto nível e estejam alinhados às tendências nacionais e internacionais de inovação. Comunicação e engajamento Durante esse período, o Parque fortaleceu a sua comunicação estratégica e a presença digital. Parcerias com iniciativas como PB Júnior, Folhetim Digital e Mulheres que Inovam ampliam a visibilidade do PTHI e aproxima empreendedores da sociedade, consolidando a cultura de inovação no estado. A experiência do PTHI mostra que o modelo de incubação e investimento vai além do aporte financeiro. A integração de mentorias, capacitações e rodadas de negócios cria um ecossistema completo, capaz de transformar ideias em startups competitivas e negócios de impacto social e econômico. Perspectivas para 2026 Com perspectivas para 2026, o PTHI planeja ampliar os programas de incubação, fortalecer investimentos de impacto, consolidar a sede física e aumentar a articulação regional e nacional. A iniciativa reafirma o papel do Governo da Paraíba, como catalisador da inovação e do desenvolvimento tecnológico, consolidando a Paraíba como polo científico e tecnológico de referência. FONTE: ASCOM SECTIES fonte https://santotech.com.br/parque-tecnologico-horizontes-da-inovacao-tres-anos-de-transformacao-e-a-consolidacao-da-paraiba-como-polo-cientifico-e-tecnologico/
Mercado reduz previsão da inflação para 3,99% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4% para 3,99% em 2026. A estimativa foi publicada nesta segunda-feira (2) no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Notícias relacionadas: Inflação do aluguel sobe 0,41% em janeiro, mas tem queda em um ano. Prévia da inflação oficial de janeiro perde força e fica em 0,20% . Dólar sobe para R$ 5,24 após indicação de Trump ao BC dos EUA. Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Inflação Pela quarta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. A primeira divulgação sobre o IPCA de 2026 será feita no próximo dia 10 de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o índice de janeiro. Em dezembro, a alta no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o IPCA acumular alta de 4,26% em 2025. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida na última reunião. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica caia para 12,25% ao ano até o final de 2026, a mesma previsão do boletim Focus da semana passada. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 1,8%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada pelo IBGE para 3 de março. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique nesse mesmo patamar. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/mercado-reduz-previsao-da-inflacao-para-399-este-ano
Recife lança licitação para criar mais de 1 mil moradias no Centro

Prefeitura do Recife publicou, no Diário Oficial deste sábado (31), o edital de licitação para o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) Morar no Centro. Com essa iniciativa, o município projeta criar mais de 1 mil habitações na área central da cidade, com obras de retrofit e de construção de novas edificações localizadas nos bairros de São José, Santo Antônio, Boa Vista e Cabanga, com investimento de total, ao longo de 25 anos de concessão, de mais de R$ 213 milhões. O projeto da PPP é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento. A proposta da PPP Morar no Centro está alinhada com os objetivos do programa Recentro, que busca articulações capazes de promover a revitalização da área central da cidade, quer seja por meio do incentivo à moradia ou com foco na retomada das atividades econômicas tão características daquela região. “A volta da dinamicidade do centro da cidade encontra reforço na PPP Morar no Centro. O nosso olhar para o centro da cidade é estratégico a partir de edificações já identificadas, assim como localidades com potencial construtivo. A PPP soma-se a outras frentes, como o projeto Distrito Guararapes e as legislações urbanísticas, como é o caso da revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo e a Desapropriação por Hasta Pública”, explica Felipe Matos, secretário de desenvolvimento Urbano e Licenciamento do Recife. Faz parte da proposta da PPP Morar no Centro seis empreendimentos, sendo quatro deles destinados a edificações para locação social e os outros dois destinados à habitação para população de baixa renda e ao mercado popular. O projeto já passou pela fase de escuta pública, realizada em 2023, e foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) no final de 2025. Todo o processo de licitação ocorrerá por meio da B3, com entrega dos envelopes e o leilão previsto para abril deste ano. “A apresentação na B3, no final do ano passado, marcou uma nova fase do processo da PPP Morar no Centro. Para além da questão da habitação de interesse social e popular, o projeto está alinhado com os objetivos do Programa Recentro. Estamos falando de uma área central do Recife que precisa ter sua dinamicidade retomada e a moradia, a partir de edificações e localidades já identificadas, têm todo o potencial para restabelecer a vivacidade naquela região somada, obviamente, a outras iniciativas que fazem parte do trabalho da Prefeitura do Recife”, pontua Matos. “É a primeira vez na história do Recife que se implanta uma PPP de locação social, um novo eixo da nossa política habitacional. Vamos priorizar a população que se encaixa até a faixa 2 do programa Minha Casa Minha Vida, que já trabalha no Centro e sofre com o ônus excessivo com aluguel. Os empreendimentos ficam em áreas regularizadas, com boa infraestrutura urbana e acesso ao transporte público. É mais uma parceria da Prefeitura do Recife com o Governo Lula”, acrescenta o secretário de Habitação do Recife, Felipe Cury. POLÍTICA HABITACIONAL – A política habitacional desenvolvida pela Prefeitura do Recife desde 2021 já viabilizou a construção de mais de 6 mil unidades habitacionais, entre obras concluídas, em andamento, em fase de chamamento público, aprovadas junto ao Governo Federal e garantidas na PPP Morar no Centro. Foram entregues sete conjuntos, totalizando 1.736 moradias. Estão em andamento as obras dos habitacionais Vila Esperança, no Monteiro; Caranguejo Tabaiares, na Ilha do Retiro; Comunidade do Bem 1 e 2; São José, na Rua Imperial; Vila Aeronáutica 1 e 2, em Boa Viagem; e Caiara 2, Maria Felipa e Maria Elvira, entre os bairros do Cordeiro e da Iputinga. Somada às ações da Secretaria de Habitação do Recife, a PPP Morar no Centro reforça uma série de mecanismos adotados pela gestão municipal que visa, sobretudo, incentivar a moradia no centro e a construção de habitação de interesse social e popular. Entre eles estão: NOVA LPUOS – A nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, sancionada em setembro de 2025, estabelece mecanismos para compatibilizar densidades construtivas e demográficas com a infraestrutura existente, estimulando que mais pessoas vivam e trabalhem no centro. A nova LPUOS reafirma o combate à ociosidade e subutilização dos imóveis urbanos, vinculando-os à política habitacional do Recife, com a classificação inédita de Imóveis Especiais de Interesse Social e sua regulamentação, em conformidade com o Plano Diretor. Também é permitida a conversão de áreas de estacionamento existentes em edifícios em habitação, ampliando a oferta residencial na cidade. DESAPROPRIAÇÃO POR HASTA PÚBLICA – Esta é outra frente acionada pela Prefeitura do Recife. A proposta foi apresentada também em 2025 ao Poder Legislativo Municipal. Com isso, a cidade passa a contar com um dispositivo legal específico conferindo segurança jurídica e efetividade na aplicação da DHP como instrumento indutor em relação à função social da propriedade urbana. Assim, o instrumento complementa os instrumentos urbanísticos de Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios (PEUC) e ao IPTU Progressivo no Tempo, compondo um pacote de medidas para combater a ociosidade e o subaproveitamento de imóveis urbanos. DISTRITO GUARARAPES – O projeto é de uma Parceria Pública-Privada (PPP) lançada em outubro de 2025 voltada para revitalização urbana ao longo e em áreas próximas às Avenidas Guararapes e Dantas Barreto, no bairro de Santo Antônio. Com prazo de vigência contratual de 30 anos, quando celebrado, esta área da cidade terá investimento na ordem de R$ 604 milhões. Com esta PPP, que visa a revitalização urbana da Guararapes e seu entorno, a Prefeitura do Recife busca viabilizar condições para a requalificação de uma das mais pujantes e importantes áreas do centro da cidade. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/recife-lanca-licitacao-para-criar-mais-de-1-mil-moradias-no-centro/
