MPSC articula implementação do protocolo “Não É Não” nos setores de hotelaria, turismo e gastronomia
Articular a implementação do protocolo “Não É Não” nos setores de hotelaria, turismo e gastronomia em Santa Catarina foi o objetivo de um encontro capitaneado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que reuniu representantes da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) e da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), na tarde desta quarta-feira (28/1) em Florianópolis. Em conjunto, os integrantes das instituições definiram os próximos passos da expansão do protocolo, que visa promover o atendimento de mulheres e meninas em situação de violência em ambientes onde haja uma grande circulação de pessoas. (Confira a matéria completa em MPSC, 28/01/2026) Publicado em 29 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/mpsc-articula-implementacao-do-protocolo-nao-e-nao-nos-setores-de-hotelaria-turismo-e-gastronomia/
Juros para famílias sobem para 60,1% ao ano em 2025

Os juros médios para as famílias subiram 7 pontos percentuais (pp) em 2025, atingindo 60,1% ao ano em dezembro, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta quinta-feira (29), pelo Banco Central (BC). O destaque é para maior participação da carteira de cartão de crédito rotativo, cujas operações operam com juros mais elevados que a média do segmento. Ainda que com recuo de 13,6 pp no ano, a taxa média do rotativo chegou a 438% ao ano. Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo ─ em vigor desde janeiro de 2024 ─ os juros seguem variando. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito. O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito, pagando a parcela mínima, por exemplo. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito, com a modalidade do cartão parcelado. Nesse caso, o aumento dos juros também foi significativo em 2025, de 17,9 pp, indo para 189% ao ano. Outro destaque foi o avanço de 13,4 pp nas contratações de crédito pessoal não consignado, que subiram para 116,8% ao ano. No caso das operações com empresas, a taxa média situou-se em 25% ao ano no fim de 2025, acréscimo de 3,3 pp no ano. O destaque são os incrementos de 30,6 pp em capital de giro com prazo até a 365 dias, indo para 50,3% ao ano, e de 24,7 pp em cheque especial, chegando a 355,7% ao ano. Essas são as taxas no crédito livre, ou seja, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 11,2% ao ano e no fim de 2025, aumento de 1 pp no ano. Para empresas, a taxa ficou estável no ano, em 12,2% ao ano. Juros em alta Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões de crédito chegou a dezembro de 2025 com incremento de 3,9 pp, atingindo 32,4% ao ano. Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos, e com que os preços subam menos. A taxa básica de juros está no maior nível desde julho de 2006, registrada em 15,25% ao ano. O spread bancário das taxas de juros situou-se em 21,4 pp, acréscimo de 3,9 pp em 2025, após diminuição de 1,9 pp em 2024. Ele mede a diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e as taxas médias cobradas dos clientes. O spread é uma margem que cobre custos operacionais, riscos de inadimplência, impostos e outros gastos e resulta, assim, no lucro dos bancos. Desaceleração no saldo Em 2025, as concessões de crédito chegaram a R$ 786,4 bilhões, com aumento de 9,1% no ano, apresentando desaceleração na comparação com 2024, quando avançaram 15,5%. Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 7,122 trilhões, um crescimento de 10,2% em 2025, com desaceleração ante 2024, quando avançou 11,5%. O arrefecimento na expansão do crédito em 2025 ocorreu tanto no segmento de pessoas jurídicas (8,1%, em 2025, ante 9,9% em 2024), quanto no destinado às pessoas físicas (11,6% ante 12,6% nos mesmos períodos comparativos). As carteiras de crédito para pessoas jurídicas e famílias, respectivamente, fecharam 2024 com saldos de R$ 2,699 trilhões e R$ 4,423 trilhões, na mesma ordem. O crédito ampliado ao setor não financeiro ─ que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de títulos ou dívida externa) ─ alcançou R$ 20,790 trilhões, com aumento de 11,4% no mês, refletindo avanços de 19,1% nos títulos públicos de dívida e de 10% nos empréstimos do SFN. Endividamento das famílias Segundo o Banco Central, a inadimplência ─ atrasos acima de 90 dias ─ foi 4,1% em dezembro, com elevação de 1,1 pp comparativamente ao final de 2024. No segmento empresarial, o percentual de inadimplência situou-se em 2,5%, após alta de 0,5 pp no ano. No crédito às famílias, a inadimplência aumentou 1,5 pp no ano, atingindo 5%. O endividamento das famílias ─ relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses ─ ficou em 49,8% em novembro, aumento de 0,5 pp no mês e 1,5 pp em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 31,3% no penúltimo mês do ano. Já o comprometimento da renda ─ relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período ─ ficou em 29,3% em novembro, com estabilidade na passagem do mês e aumento de 2,2 pp em 12 meses. Os dois últimos indicadores – endividamento e comprometimento de renda – são apresentados com uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/juros-para-familias-sobem-para-601-ao-ano-em-2025
MPSC ajuíza cumprimento de sentença para acelerar melhorias necessárias na sede do Conselho Tutelar Centro de Florianópolis
A 9ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com atuação na área da infância e juventude, ajuizou cumprimento de sentença contra o Município de Florianópolis para dar maior celeridade às medidas necessárias à recuperação do imóvel que abriga o Conselho Tutelar Centro. A iniciativa, proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), decorre de uma sentença judicial transitada em julgado desde outubro de 2025 em uma ação civil pública que já determinava a obrigação de melhorias nas quatro sedes dos Conselhos Tutelares do município. O pedido de cumprimento de sentença, feito em 23 de janeiro junto à Vara da Infância e Juventude da Capital, envolve exclusivamente o Conselho Tutelar Centro para permitir o acompanhamento individualizado das providências e em razão da urgência da situação. O local chegou a ter as portas fechadas devido às graves deficiências estruturais identificadas, especialmente na rede elétrica. Ainda em janeiro, a 9ª PJ se reuniu com o Município para tratar do caso. Embora o atendimento tenha sido retomado, apenas o térreo foi liberado, permanecendo interditado o segundo andar. (Confira a matéria completa em MPSC, 28/01/2026) Publicado em 29 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/mpsc-ajuiza-cumprimento-de-sentenca-para-acelerar-melhorias-necessarias-na-sede-do-conselho-tutelar-centro-de-florianopolis/
Após anos de abandono, prédio luxuoso em área nobre de Florianópolis é vendido em leilão
O que já foi um imóvel milionário na Avenida Trompowsky, no Centro de Florianópolis — uma das áreas mais valorizadas da capital —, foi arrematado pela metade do valor de avaliação em novembro de 2025. O local passou anos abandonado, tornando-se ponto de preocupação para o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e para a Justiça. Em 2024, o prédio já havia sido alvo de leilões e determinações para isolamento, limpeza e retirada de pessoas em situação de rua que ocupavam o espaço. Ao ND Mais, o advogado arrematante Glauco de Assunção, contou que o arremate foi realizado por 50% do valor da avaliação judicial, que foi de R$ 8,8 milhões. (Confira a matéria completa no ND Mais, 27/01/2026) Publicado em 29 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/apos-anos-de-abandono-predio-luxuoso-em-area-nobre-de-florianopolis-e-vendido-em-leilao/
Marinho diz que juros pesaram mais que tarifaço no emprego em 2025

A alta da taxa básica de juros teve impacto maior sobre a geração de empregos em 2025 do que o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A declaração foi feita durante a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “O tarifaço impactou, claro, mas acho que o impacto dos juros foi maior que o do tarifaço. Do ponto de vista global da indústria, o efeito dos juros é mais danoso”, afirmou Marinho em coletiva de imprensa. Notícias relacionadas: Com tarifaço de Trump, exportações para EUA caem 6,6% em 2025. Juros para famílias sobem para 60,1% ao ano em 2025. Inflação do aluguel sobe 0,41% em janeiro, mas tem queda em um ano. De acordo com o ministro, os efeitos da sobretaxa americana se concentraram em setores específicos da economia e foram parcialmente mitigados por medidas adotadas pelo governo, como a abertura de novos mercados e planos de apoio a empresas afetadas. Para Marinho, a Taxa Selic (juros básicos da economia), atualmente em 15% ao ano, teria efeito mais amplo sobre investimentos e contratações. “O Banco Central esperava e trabalhou para diminuir o ritmo do crescimento. O problema é que isso reflete em queimar orçamento para pagar juros”, disse Marinho, voltando a criticar a política monetária e relacionar a desaceleração do mercado de trabalho à elevação dos juros. Marinho afirmou ainda que janeiro de 2026 apresenta números preliminares positivos, mas alertou que a manutenção dos juros elevados pode comprometer uma parte significativa do ano. “Com juros altos, é natural que investidores posterguem decisões”, concluiu. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Empregos O Brasil criou 1,279 milhão de vagas formais ao longo de 2025, resultado 23,73% inferior ao registrado em 2024, quando foram abertas cerca de 1,677 milhão de vagas. O desempenho é o pior desde 2020, ano marcado pela pandemia, quando o saldo foi negativo. Os dados do Caged mostram que o saldo positivo de 2025 foi resultado de 26,6 milhões de admissões e 25,3 milhões de desligamentos. Em dezembro, tradicionalmente marcado por fatores sazonais, o mercado de trabalho registrou fechamento líquido de 618 mil vagas, número que, segundo Marinho, está em linha com o padrão histórico do mês, devido ao fim de contratos temporários e ajustes de custos pelas empresas. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/marinho-diz-que-juros-pesaram-mais-que-tarifaco-no-emprego-em-2025
