Em SP, mostra apresenta filmes do cineasta estadunidense Todd Haynes

Uma retrospectiva com filmes do premiado cineasta estadunidense Todd Haynes, reconhecido pelo trabalho no cinema independente desde a década de 1990, está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo. Até o dia 12 de fevereiro, o público pode conferir a obra do cineasta em películas que fazem uma crítica ao chamado “sonho americano”, com temas como sexualidade e identidade de gênero, e reflexões sobre as normas da vida privada. Novo cinema queer Carol Almeida, uma das curadoras da mostra, comenta o movimento do Novo Cinema Queer, do qual Haynes foi dos pioneiros no início dos anos 90: “Quando realizadores, particularmente dos Estados Unidos e da Inglaterra, propunham linguagens mais radicais para dar conta de representações queers, justo na época de agravamento da crise do vírus HIV no mundo. Então, era um cinema que desafiava e criava provocações a uma marginalização material e simbólica que a comunidade LGBTQIAP+ sofria.” Filmes Entre os filmes em exibição estão os primeiros longas do cineasta, como “Veneno” e “Mal do Século”, além de produções mais recentes, como o filme “Carol”, de 2015, com seis indicações ao Oscar, e “Segredos de um escândalo”, de 2023, inspirado numa história real e também indicado ao Oscar. No total, a mostra reúne treze filmes de Todd Haynes e de outros dez de cineastas que o influenciaram ou que foram influenciados por ele. Destaque para “Desencanto”, película de 1945, dirigido por David Lean, que trata do tema da vida privada e se relaciona com a obra de Haynes. Todd Haynes também dirigiu filmes relacionados a figuras da música, como “Não estou lá”, sobre Bob Dylan; “Velvet Goldmine”, inspirado em David Bowie; e “The Velvet Underground”, sobre a banda de mesmo nome. Produções nacionais Dentro da programação estão duas produções nacionais: “Vento Seco”, de Daniel Nolasco; e “Primavera”, de Fábio Ramalho. Além dos filmes, Carol Almeida conta que a mostra também traz sessões comentadas, mesas de debate e um curso sobre a temática do filme “Carol”: “Um curso que será realizado nos dias 4 e 5 de fevereiro, com as professoras Alessandra Brandão e Ramayana Lira, sobre a produção de um inventário lésbico no cinema a partir de uma leitura que elas fazem de “Carol”.” A programação é gratuita e as informações completas da Mostra Todd Haynes podem ser conferidas no site ccbb.com.br. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/em-sp-mostra-apresenta-filmes-do-cineasta-estadunidense-todd-haynes

Negros têm risco 49% maior de morte violenta no Brasil, mesmo em condições sociais idênticas aos brancos

Negros têm risco 49% maior de morte violenta no Brasil, mesmo em condições sociais idênticas aos brancos

Um estudo publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva revela que a população negra no Brasil tem probabilidade 49% maior de ser vítima de homicídio em comparação à população branca. O achado mais importante dessa pesquisa é que a cor da pele atua como um fator de risco independente, o que significa que esse viés persiste mesmo quando se comparam indivíduos com as mesmas características de escolaridade, idade, sexo e local de moradia.  Para chegar a esses resultados, os pesquisadores adotaram uma abordagem metodológica que integrou técnicas geoestatísticas com um método chamado “escore de propensão” — técnica utilizada para equilibrar grupos de comparação em estudos em que não é possível realizar um experimento controlado (como um ensaio clínico). Utilizando dados secundários do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e do Censo 2022, o estudo identificou aglomerados de municípios com altas taxas de criminalidade (os chamados hot spots) e baixas taxas (cold spots). Depois, aplicou-se o escore de propensão para equilibrar os grupos de comparação, permitindo que indivíduos brancos e negros fossem analisados sob condições sociais e demográficas idênticas, isolando o efeito da raça no desfecho de morte violenta. A pesquisa confirmou uma acentuada disparidade regional, apontando o Nordeste como a região mais afetada por altas taxas de homicídio, enquanto partes do Sul e Sudeste concentram os municípios com menores índices. O perfil das vítimas no Brasil permanece predominantemente composto por homens jovens, solteiros e com baixa escolaridade formal.  Os resultados dessa pesquisa trazem contribuições significativas tanto para a gestão pública quanto para a compreensão estatística do racismo no Brasil, ao isolar a raça como um fator de risco determinante. Com “onde” e “quem” definidos, o que pode vir de prático é uma ação mais assertiva do Estado, segundo Rildo Pinto da Silva, pesquisador brasileiro vinculado à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e um dos autores do estudo. “Essa visão multidisciplinar visa aprimorar as políticas públicas, permitindo que o Estado direcione recursos de forma mais precisa e técnica para as regiões e populações onde a seletividade racial e a violência são mais críticas”, diz. “Pelo critério metodológico utilizado, a gente consegue afirmar com mais segurança sobre as especificidades desses dados. Se os recursos são escassos, então que sejam devidamente direcionados para onde são mais efetivos, e agora há critérios mais técnicos para essa avaliação”, afirma. Os achados permitem que a população afetada tenha ferramentas para cobrar ações dos entes públicos. No longo prazo, Silva diz esperar que a precisão técnica deste trabalho resulte em um ambiente onde as pessoas, especialmente homens jovens e negros, possam circular sem o medo constante de sofrer uma morte violenta. Agência Bori FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/negros-tem-risco-49-maior-de-morte-violenta-no-brasil-mesmo-em-condicoes-sociais-identicas-aos-brancos/

Dívida pública pode alcançar até R$ 10,3 trilhões em 2026

Dívida pública pode alcançar até R$ 10,3 trilhões em 2026

Depois de encerrar 2025 acima de R$ 8,6 trilhões e em nível recorde, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá chegar ao fim deste ano entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública para 2026. O plano apresenta metas para a dívida pública para este ano. Assim como no ano passado, o governo criou um espaço para diminuir a fatia de títulos prefixados (com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente) e aumentar a participação dos papéis corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia). Isso ajudaria a atrair os investidores aos títulos vinculados à Selic, que estão no maior nível em quase dois anos. Notícias relacionadas: Dívida Pública sobe 18% em 2025 e supera R$ 8,6 tri. Prévia da inflação oficial de janeiro perde força e fica em 0,20% . Contas externas têm saldo negativo de US$ 68,8 bilhões em 2025. No ano passado, o PAF originalmente previa que a Dívida Pública Federal poderia encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões. Em setembro, o PAF foi revisado para que o indicador fechasse 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões. Composição Segundo o documento, a DPF deverá encerrar 2026 com a seguinte composição: Títulos vinculados à Selic: de 46% a 50%, atualmente está em 48,3%; Títulos corrigidos pela inflação: de 23% a 27%, atualmente está em 25,9%; Títulos prefixados: de 21% a 25%, atualmente está em 22%; Títulos vinculados ao câmbio: de 3% a 7%, atualmente está em 3,8%. Os números não levam em conta as operações de compra e venda de dólares no mercado futuro pelo Banco Central, que interferem no resultado. Os títulos corrigidos por taxas flutuantes aumentam o risco da dívida pública, porque a Selic pressiona mais o endividamento do governo quando os juros básicos da economia sobem. Quando o Banco Central reajusta os juros básicos, a parte da dívida interna corrigida pela Selic aumenta imediatamente. Em tese, os papéis prefixados trazem mais previsibilidade. Isso porque os juros desses títulos são definidos no momento da emissão e não variam ao longo do tempo. Dessa forma, o Tesouro sabe exatamente quanto pagará de juros daqui a vários anos, quando os papéis vencerem, e os investidores tiverem de ser reembolsados. No entanto, os títulos prefixados têm taxas mais altas que a da Selic e aumentam o custo da dívida pública em momentos de instabilidade econômica. Prazo O Plano Anual de Financiamento também abriu uma margem para aumentar o prazo da DPF. No fim de 2025, o prazo médio ficou em 4 anos. O PAF estipulou que ficará entre 3,8 e 4,2 anos no fim de dezembro. O Tesouro divulga as estimativas em anos, não em meses. Já a parcela da dívida que vence nos próximos 12 meses encerrará 2025 entre 18% e 22%. Atualmente, está em 17,5%. Segundo o Tesouro, o governo tem dois mecanismos de segurança para garantir a capacidade de financiamento em caso de crise econômica que não permita ao Tesouro lançar títulos no mercado. Em primeiro lugar, o governo tem reservas internacionais suficientes para pagar os vencimentos da dívida pública externa em 2026, que totalizam R$ 33,3 bilhões. Além disso, tem um colchão de R$ 1,187 trilhão para cobrir 7,33 meses dos vencimentos da dívida pública interna. Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada, definida com antecedência. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026

“O Agente Secreto” é indicado ao César como melhor filme estrangeiro

Depois de receber quatro indicações ao Oscar de 2026 pela Academia de Hollywood — e também ao chamado Oscar britânico, o Bafta —, o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, acaba de ser indicado ao que é considerado o Oscar francês, o César, como filme estrangeiro. E esse anúncio acontece nove anos depois de Aquarius, do mesmo diretor, ser indicado na mesma categoria. O Agente Secreto, estrelado pelo ator Wagner Moura, filme que já ganhou dois Globos de Ouro,  vai competir pelo César com o espanhol Sirat, o chinês Black Dog, o americano Uma Batalha após a outra e o norueguês Valor Sentimental. Nouvelle Vague, de Richard Linklater, lidera a disputa com dez indicações, incluindo a de melhor filme.  A cerimônia de entrega do César está marcada para 27 de fevereiro, em Paris. Já os vencedores do Bafta, em que O Agente Secreto concorre como melhor filme em língua não inglesa e melhor roteiro original, serão conhecidos 5 dias antes, em 22 de fevereiro, em Londres. Agora, pra gente saber se o filme vai trazer um Oscar pra casa, só no dia 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na premiação de Hollywood, o filme de Kleber Mendonça Filho foi indicado como melhor filme, melhor ator com Wagner Moura, melhor filme internacional, e melhor seleção de elenco. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/o-agente-secreto-e-indicado-ao-cesar-como-melhor-filme-estrangeiro

Anvisa deve votar a regulação da produção da cannabis medicinal nesta quarta-feira (28)

Anvisa deve votar a regulação da produção da cannabis medicinal nesta quarta-feira (28)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute nesta quarta-feira (28), a regulamentação de todas as etapas de produção da cannabis medicinal no Brasil. A medida visa cumprir a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de novembro de 2024, que definiu a legalidade da produção “para fins exclusivamente medicinais e/ou farmacêuticos atrelados à proteção do direito à saúde”. Para a construção da proposta que atende à decisão do STJ, a Anvisa buscou respaldo científico e de outras instituições governamentais. Foram realizadas 29 consultas com associações de pacientes e com a comunidade científica, além de buscar experiências internacionais. Foram 47 trabalhos científicos recebidos de 139 pesquisadores, sendo 41 do Brasil. As discussões envolveram o Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério da Justiça e a Embrapa. Serão apresentadas três resoluções que visam atender às características diversas das instituições que atualmente atendem milhares de famílias que fazem uso dessas terapias e as dezenas que pesquisam e acompanham os avanços científicos nessa área:– 1) RDC: instrumento específico para a produção associativa sem fins lucrativos;– 2) RDC: autorização para centros e projetos de pesquisa;– 3) RDC: autorização para produção para comercialização. ProduçãoA proposta prevê a emissão de uma Autorização Especial para produção exclusivamente por pessoas jurídicas, com inspeção sanitária prévia e exigência de mecanismos de rastreabilidade, controle e segurança. A produção deverá ser restrita ao teor de THC de até 0,3%, substância não psicotrópica, conforme estabelecido pela Justiça. Somente poderão ser importados ou adquiridos materiais comprovadamente dentro desse padrão. Todos os insumos devem estar previamente regulados pelo Mapa (cultivares registradas) e todos os lotes do material produzido deverão ser submetidos à análise laboratorial. A produção será limitada, compatível com a demanda farmacêutica, e as empresas devem informar e justificar as quantidades, incluindo os hectares da área a ser utilizada na produção. As atividades serão imediatamente suspensas e a produção destruída em casos de padrão não justificado ou qualquer outra possível irregularidade. As medidas atendem aos requisitos de controle internacional das Convenções da ONU e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes. O prazo previsto para a vigência da norma é de seis meses. Para adequaçã9 das associações de pacientes, serão 12 meses. Controle e segurança permanente – Está prevista a criação de um comitê coordenado pela Anvisa, Ministério da Justiça Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura e Pecuária para fiscalização e segurança em todas as etapas de produção, com ações permanentes de controle PesquisaA Autorização Especial para RDC Pesquisa será exclusivamente para instituições de ensino e pesquisa reconhecidas pelo MEC, ICTs públicos, indústrias farmacêuticas e Órgãos de Defesa do Estado. Pela proposta, serão exigidos requisitos rigorosos de segurança e controle com inspeção prévia do local pela autoridade sanitária, exigência de barreiras físicas de proteção, vigilância 24 horas por dia – com sistema de câmeras e alarmes, acesso restrito e controle de entrada e saída. No âmbito da pesquisa, está vedada a comercialização e ou dispensação para pacientes. Produtos para pesquisa com THC acima de 0,3% deverão ser obtidos exclusivamente por meio de importação com autorização prévia da Anvisa e atender as exigências estabelecidas pela ONU. O prazo para vigência e adequação são 6 meses e 12 meses, respectivamente. AssociaçõesCria instrumento específico para associações de pacientes sem fins lucrativos e sem autorização para comercialização. O objetivo dessa resolução é avaliar, em ambiente controlado e supervisionado, a viabilidade sanitária da produção e operação em pequena escala, fora do modelo industrial; e produzir dados e evidências sobre qualidade e segurança da produção por essas instituições para decisão regulatória futura da Anvisa. Haverá um chamamento público com número máximo de projetos selecionados para cada ciclo, conforme critérios técnicos e sanitários, limites de produção e de pacientes atendidos. O plano de monitoramento deve trazer a definição de indicadores e requisitos de controle de qualidade, bem como a rastreabilidade dos insumos e produtos até a dispensação aos pacientes. Haverá apoio de laboratórios públicos ou privados no processo de produção FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/anvisa-deve-votar-a-regulacao-da-producao-da-cannabis-medicinal-nesta-quarta-feira-28/

O problema que Florianópolis não pode mais empurrar para depois

O problema que Florianópolis não pode mais empurrar para depois

Artigo de Carlos Berenhauser LeitePresidente do Sinduscon Grande Florianópolis Florianópolis construiu sua imagem sobretudo por seus atrativos naturais preciosos. Poucas capitais no mundo podem se dar ao luxo de garantir a visitantes e moradores, ao mesmo tempo, qualidade de vida, segurança, serviços e oportunidades. Tudo com a possibilidade de ver paisagens deslumbrantes a partir de qualquer janela. Mas há um imenso desafio que precisa ser enfrentado com urgência: problemas de saneamento básico podem comprometer nossos diferenciais em futuro não tão distante. Verão após verão, o mapa da balneabilidade vira uma espécie de boletim informal da nossa infraestrutura. Quando aparecem manchas vermelhas em locais emblemáticos, não estamos falando apenas de um problema ambiental. Estamos falando de turismo prejudicado, de moradores expostos a riscos sanitários e de uma economia que perde valor. A capital avança, é verdade. Hoje, praticamente toda a população tem acesso à água e poucos anos de 60% do esgoto é coletado e tratado. Mas isso ainda significa que uma parte relevante da cidade segue pendendo de soluções individuais, como fossas, muitas vezes sem fiscalização adequada, ou simplesmente convivendo com sistemas sobrecarregados, especialmente nos períodos de alta temporada. O problema não é só técnico. Florianópolis cresce, recebe cada vez mais visitantes, adensa bairros inteiros e, ainda assim, trata o saneamento como se fosse um obra invisível, aquela que podem sempre deixar para depois. O resultado é conhecido: rios e lagoas pressionados, praias que oscilam entre próprias e impróprias, e um custo silencioso para a saúde pública. Saneamento não é um tema “chato” do planejamento. É política de desenvolvimento. Cada real investido nessa área retorna em valorização urbana, em turismo mais qualificado, em menos internações e em mais qualidade de vida. Não por acaso, as cidades que resolveram essa equação há décadas colhem hoje os frutos. Florianópolis precisa fazer o básico: concluir as obras em andamento, ligar mais casas à rede de esgoto onde ela já existe, parar de fingir que o problema se resolve sozinho. Sem isso, a cidade continuará convivendo, verão após verão, com praias interditadas, rios doentes e uma conta que acaba sempre sobrando para a população. (ND, 28/01/2026) Publicado em 28 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/o-problema-que-florianopolis-nao-pode-mais-empurrar-para-depois/

Alckmin conversa por telefone com vice-presidente da China

Alckmin conversa por telefone com vice-presidente da China

O presidente interino do Brasil, Geraldo Alckmin, manifestou, ao vice-presidente da República Popular da China, Han Zheng, preocupação com relação às salvaguardas aplicadas pelo país asiático à carne bovina produzida no Brasil. Os dois tiveram uma conversa telefônica de aproximadamente 30 minutos nesta quarta-feira (28). Desde o dia 1º de janeiro, estão em vigor salvaguardas da China a suas importações de carne bovina, o que inclui produtos do Brasil e outros países, como Austrália e Estados Unidos. A medida tem previsão de durar três anos. Na relação com o Brasil, a previsão inicial é a de aplicar uma sobretaxa de 55% às carnes que ultrapassarem a cota anual de 1,1 milhão de toneladas. Notícias relacionadas: Xi Jinping garante a Lula apoio da China em tempos “turbulentos”. China encerra embargo e libera frango do RS após surto sanitário. China impõe restrições a importações de carne bovina em 2026. Salvaguardas são instrumentos de defesa comercial, aplicados em situações específicas a produtos importados. Em geral, com o objetivo de proteger ou preservar algum setor da economia. Vice-presidente, Alckmin ocupa a função de presidente interino nesta quarta-feira com a viagem do presidente Lula para o Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. Relevância da pecuária Na conversa, Alckmin, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ressaltou a relevância da pecuária para a economia brasileira, bem como a importância do setor aos olhos do governo federal. De acordo com o Planalto, os dois falaram também sobre investimentos, em especial nas áreas de infraestrutura, tecnologia, inovação e sustentabilidade. Durante a ligação telefônica, Alckmin e Zheng destacaram o crescimento de 8,2% da corrente de comércio bilateral em 2025, “que alcançou novo recorde anual de US$ 171 bilhões, e reafirmaram o compromisso mútuo de preservar o diálogo com vistas à ampliação e diversificação das relações comerciais entre Brasil e China”. Ao final da conversa, o presidente interino convidou Han Zheng a visitar o Brasil durante a próxima reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), em data ainda a ser confirmada. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/alckmin-conversa-por-telefone-com-vice-presidente-da-china

Feira de Música do Piauí reúne artistas e empreendedores da cidade

Nesta quarta-feira (28) e quinta-feira (29), Teresina será cenário para discutir e celebrar a produção musical feita no Piauí.  A primeira edição da ExpoMusic, Feira de Música do Piauí, que acontece no complexo Clube dos Diários, reúne empreendedores, artistas, pesquisadores, produtores culturais, estudantes e o público em geral. O evento tem como principal objetivo fortalecer e dar visibilidade à cadeia produtiva da música piauiense, além de fomentar negócios e promover a formação com temas importantes no setor. A programação, totalmente gratuita, inclui palestras, workshops, cursos, pocket shows e uma exposição dedicada à memória e a história da música piauiense. Durante os dois dias de evento também estão previstos stands de produtos e serviços vinculados ao setor, palestras sobre música e direitos autorais, palco digital,  além de pocket shows. Neste primeiro dia de ExpoMmusic, um dos destaque é o lançamento do livro “O Som Daqui”, de Geraldo Brito. Ele autografa e fala da sua obra na Galeria do espaço. Já o workshop “ Do Quarto para o Mundo”, ministrado por Sandro Sertão, vai falar sobre a produção Home Studio e a  Distribuição Digital do produto musical.  Logo mais, a partir das 19h30, na Galeria do Clube dos Diários, quem se apresenta são o cantor Edvaldo Nascimento e o Show 40 mais e o cantor Lázaro do Piauí. Amanhã, no mesmo horário, haverá a solenidade de premiação dos melhores da música de 2025, na Sala Torquato Neto, seguida de shows de Sarminina e Batuque Elétrico, na Galeria.  A programação completa está disponível no instagram @navi_loucaproducoes, que faz a gestão do evento.  Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2026-01/feira-de-musica-do-piaui-reune-artistas-e-empreendedores-da-cidade

MST lança Inteligência Artificial a serviço da Agroecologia e da Reforma Agrária Popular

MST lança Inteligência Artificial a serviço da Agroecologia e da Reforma Agrária Popular

Por Katia MarkoDa Página do MST  Uma nova ferramenta tecnológica promete contribuir para a transformação da produção no campo brasileiro ao articular a vanguarda da computação com os saberes históricos dos movimentos populares. Trata-se da IARAA, uma inteligência artificial (IA) lançada durante o 14º Encontro Nacional do MST, realizado semana passada em Salvador (BA). A plataforma está sendo desenvolvida pela Associação Internacional para Cooperação Popular (Baobá), em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Marcha Mundial das Mulheres (MMM). De acordo com o coordenador da Baobá para a América Latina, Luiz Zarref, a IARAA nasce da compreensão de que a inteligência artificial é uma criação coletiva da humanidade e deve estar a serviço da classe trabalhadora e do campesinato — e não restrita aos interesses das big techs norte-americanas, historicamente articuladas ao agronegócio. Tecnologia chinesa com DNA brasileiro Embora a IARAA tenha o que Zarref define como um “pezinho na tecnologia chinesa”, sua concepção e desenvolvimento são essencialmente brasileiros. A aproximação com a China ocorreu a partir da possibilidade de intercâmbio com o que o país asiático denomina de “nova qualidade das forças produtivas”, buscando aplicar essa efervescência digital às necessidades concretas da agroecologia no Brasil. “A Baobá cumpre o papel de construir um intercâmbio internacional, um internacionalismo tecnológico entre os países do Sul Global. Por termos um escritório na China, conseguimos nos aproximar dessa intensa dinâmica do mundo digital, impulsionada pela compreensão, inclusive do Partido Comunista Chinês, de que vivemos uma nova etapa das forças produtivas, na qual a inteligência artificial é um elemento central”, explicou Zarref. O núcleo da IARAA está sendo alimentado por uma base de conhecimentos robusta, composta por livros, cartilhas e documentos técnicos produzidos pelos movimentos populares, além de materiais de universidades, organizações não governamentais e instituições de pesquisa. A iniciativa também pretende firmar, futuramente, acordos para integração de dados de órgãos públicos, como a Embrapa. Funcionalidades: do combate a pragas à consciência de classe Foto: Dowglas Silva A IARAA foi concebida para ir além de respostas genéricas. Por meio de engenharia de prompts (comandos), a ferramenta está sendo treinada para dialogar de forma específica com diferentes públicos, como famílias assentadas, técnicos agrícolas e dirigentes de cooperativas. A IA contará com três eixos principais de entrada: o trabalho direto no campo (semeadura), as ações coletivas (mutirão) e a assistência técnica. Na prática, poderá auxiliar desde questões cotidianas — como o controle agroecológico de pragas ou a implantação de sistemas agroflorestais — até a elaboração de análises mais aprofundadas sobre o papel da agroecologia na formação da consciência de classe, a partir de uma perspectiva marxista. O desafio da massificação O investimento do MST na IARAA integra a estratégia da Reforma Agrária Popular, que coloca a agroecologia no centro da produção de alimentos saudáveis para as cidades. Para Zarref, o principal desafio do momento é alcançar escala. “Massificação é escala. Precisamos sair das experiências piloto e alcançar todas as cadeias produtivas e biomas do Brasil”, afirma. Nesse sentido, a IARAA surge como uma ferramenta para enfrentar gargalos tecnológicos, sistematizando milhares de artigos, relatos de experiências e pesquisas produzidas ao longo dos anos pelo MST, especialmente no Iterra e no Instituto Educacional Josué de Castro (IEJC) — um volume de informações impossível de ser assimilado individualmente. A proposta é que a inteligência artificial funcione como suporte à assistência técnica, e não como sua substituição. Lançamento e próximos passos Atualmente, a IARAA encontra-se em fase de testes e definição de sua arquitetura tecnológica. A construção da base de dados seguirá de forma articulada com os movimentos populares até o mês de maio, quando está previsto o lançamento oficial da ferramenta durante a Feira Nacional da Reforma Agrária, em São Paulo. O acesso inicial deverá ser gratuito, por meio de celulares e computadores, embora possa começar de forma restrita a cooperativas e associações, em função das limitações de infraestrutura tecnológica. O objetivo estratégico é consolidar a IARAA como um instrumento de apoio à modernização e à expansão em escala da agroecologia brasileira.  FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/mst-lanca-inteligencia-artificial-a-servico-da-agroecologia-e-da-reforma-agraria-popular/

Petrobras reduz em 7,8% preço de venda do gás natural a distribuidoras

Petrobras reduz em 7,8% preço de venda do gás natural a distribuidoras

A Petrobras informou, nesta terça-feira (27), que os preços de venda da molécula de gás natural para as distribuidoras terão redução média de cerca de 7,8% em relação ao trimestre anterior. Os novos valores passam a vigorar no dia 1º de fevereiro.  O modo como essa redução será sentida pelo consumidor final dependerá de outros fatores, como custos de transporte, impostos e margens de lucros de distribuidoras e revendedoras. Notícias relacionadas: Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% a partir desta terça. Petrobras reduz em 1,7% preço do gás natural para distribuidoras. Petrobras assina contrato bilionário para fabricar navios no RS. A atualização não impacta o preço do gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel. Já o gás natural veicular (GNV) é afetado. Desde dezembro 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 38%, incluindo o efeito da redução de fevereiro, conforme informou a empresa.  A redução anunciada hoje leva em consideração a parcela indexada ao Henry Hub, referência para o mercado de gás natural nos Estados Unidos, que começou a valer no início de 2026, para as distribuidoras que optaram por essa alternativa de indexação.  Além da variação do Henry Hub, segundo a Petrobras, os contratos de venda de gás natural às distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás, considerando as oscilações do petróleo no mercado internacional e da taxa de câmbio real/dólar (R$/US$).  “Para o trimestre que inicia em fevereiro de 2026, considerando a variação do petróleo Brent, do Henry Hub, do câmbio e a ponderação dos volumes contratados pelas distribuidoras junto à Petrobras, o efeito combinado dessas referências resultará na redução média de preços da parcela molécula em cerca de 7,8%”, comunicou a empresa.  Preços  A companhia destaca que as efetivas variações finais dos preços por distribuidora dependerão dos produtos contratados e dos volumes efetivamente retirados, considerando os prêmios criados pela Petrobras a partir de 2024: o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda. Os prémios possibilitam a redução do preço a depender dos volumes retirados.  Já o preço final do gás natural ao consumidor, de acordo com a Petrobras, não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens e pelos tributos federais e estaduais. No caso do Gás Natural Veicular (GNV), depende ainda dos postos de revenda.  A Petrobras ressalta ainda que as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas.   Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/petrobras-reduz-em-78-preco-de-venda-do-gas-natural-distribuidoras