Com tarifaço de Trump, exportações para EUA caem 6,6% em 2025

Com tarifaço de Trump, exportações para EUA caem 6,6% em 2025

Em um ano marcado pelo tarifaço do governo Donald Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, somando US$ 37,716 bilhões, ante US$ 40,368 bilhões registrados em 2024. No sentido oposto, as importações de produtos norte-americanos cresceram 11,3% no ano passado, alcançando US$ 45,246 bilhões, contra US$ 40,652 bilhões no ano anterior. Com a queda das exportações e a alta das importações, o Brasil encerrou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Notícias relacionadas: Saldo da balança comercial tem recorde em dezembro mas encolhe em 2025. EUA adiam anúncio de tarifas sobre chips da China até 2027. Alta de 28,6% nas exportações para a China compensa tarifaço americano. O resultado reflete os efeitos do tarifaço imposto pelo governo do presidente Donald Trump. Em novembro, o mandatário norte-americano anunciou a retirada da tarifa adicional de 40% aplicada a uma série de produtos brasileiros. Ainda assim, conforme cálculos do próprio Mdic, 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas estabelecidas em julho. Nesse grupo estão tanto produtos que pagam apenas a sobretaxa de 40% quanto aqueles que acumulam a tarifa extra com a taxa-base de 10%. Outros 15% das exportações, o equivalente a US$ 6,2 bilhões, seguem sujeitos apenas à tarifa de 10%. Um total de 27%, cerca de US$ 10,9 bilhões, são atingidos pelas tarifas da Seção 232, que incidem sobre importações que os Estados Unidos consideram como ameaça à segurança nacional. Apenas 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estão livres de encargos adicionais. Dezembro Mesmo após a retirada parcial das tarifas, as exportações brasileiras aos Estados Unidos caíram 7,2% em dezembro, totalizando US$ 3,449 bilhões, frente a US$ 3,717 bilhões no mesmo mês de 2024. Foi a quinta queda consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% anunciada em julho pelo governo Trump. As importações de produtos estadunidenses, por sua vez, recuaram 1,5% em dezembro na comparação anual. Negociações Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a estratégia de negociação e diálogo com Washington. Segundo ele, as conversas já resultaram na redução do número de produtos atingidos pelo tarifaço.  “O trabalho de redução continua”, afirmou. Alckmin também destacou que o governo busca melhorar as condições para os 22% da pauta exportadora ainda afetados pelas tarifas. Ele destacou as boas relações entre Lula e Trump. “Em relação à questão comercial, o presidente Lula tem um bom relacionamento com o presidente Trump e pode avançar ainda mais. Podemos ter um ganha-ganha, tanto na questão tarifária, como não tarifária, em terras raras, datacenters. Podemos ter a aprovação da Redata [regime especial para centros de dados], que estimula investimentos. O Brasil tem energia abundante e renovável”, acrescentou Alckmin. China e União Europeia Enquanto as vendas aos Estados Unidos recuaram, o comércio brasileiro com outros parceiros avançou em 2025. As exportações para a China cresceram 6%, totalizando US$ 100,021 bilhões, ante US$ 94,372 bilhões em 2024. As importações de produtos chineses subiram 11,5%, para US$ 70,930 bilhões, resultando em superávit de US$ 29,091 bilhões para o Brasil. Já as exportações para a União Europeia aumentaram 3,2% no ano passado, somando US$ 49,810 bilhões. As importações do bloco cresceram 6,4%, para US$ 50,290 bilhões, o que gerou déficit de US$ 480 milhões. Apenas em dezembro, mês marcado pelo adiamento da assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, as exportações brasileiras ao bloco avançaram 39% na comparação com o mesmo mês de 2024. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/com-tarifaco-de-trump-exportacoes-para-eua-caem-66-em-2025

Governo prorroga por 15 dias venda de carro com desconto exclusivo para pessoas físicas

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O Governo Federal prorrogou por mais 15 dias a exclusividade para pessoas físicas na compra de carro zero com desconto, dentro do programa lançado no último dia 5 de junho. Uma portaria assinada na tarde desta terça-feira (20/6) pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Para as outras modalidades – compra de ônibus e caminhões –, as operações com pessoas jurídicas estão liberadas a partir desta quarta-feira (21/6). O programa apoia a indústria automobilística ao mesmo tempo que facilita o acesso ao carro novo e alimenta o comércio de carros usados” Geraldo Alckmin, presidente da República em exercício Até o momento, o Ministério da Desenvolvimento, Indústria e Comércio autorizou o uso de R$ 320 milhões em créditos tributários para a venda de carros com desconto – equivalente a 64% do volume colocado à disposição. Novos pedidos chegaram ao governo, mas ainda estão em análise. Para o presidente em exercício e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, os resultados até agora confirmam o acerto da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O programa apoia a indústria automobilística ao mesmo tempo que facilita o acesso ao carro novo e alimenta o comércio de carros usados”, afirmou.     As atualizações do programa podem ser acompanhadas por um painel de dados construído pelas equipes técnicas do Ministério e disponível aqui. DESCONTO DIRETO – O programa de redução de preço dos automóveis e de incentivo à renovação da frota é uma ação de curto prazo, com objetivo de atenuar a crise em um setor que responde por 20% do PIB da indústria de transformação e está com 50% de sua capacidade instalada ociosa. Quando os recursos disponíveis se esgotarem (R$ 1,5 bilhão), o programa termina. O desconto é direto ao consumidor. São R$ 500 milhões para carros, R$ 700 milhões para caminhões e R$ 300 milhões para ônibus. Nos carros, os descontos patrocinados pelo governo vão de R$ 2 mil a R$ 8 mil e são válidos para veículos novos com preços de mercado até R$ 120 mil. As montadoras podem aplicar descontos adicionais por conta própria, como vem ocorrendo. No caso dos caminhões e ônibus, os descontos vão de R$ 33,6 mil a R$ 99,4 mil. CRITÉRIOS – Para definir os descontos dos automóveis, o MDIC considerou três fatores: maior eficiência energética; maior densidade industrial (capacidade de gerar emprego e crescimento no entorno); e menor preço. Quanto maior a soma do carro nesses fatores, maior o desconto. Para caminhões e ônibus novos, o escalonamento seguiu apenas o critério do preço, e em proporção inversa ao usado nos carros, ou seja, os descontos aumentam conforme os veículos vão ficando mais caros. Podem ser adquiridos modelos leves, semileves, médios, semipesados e pesados; e ônibus urbanos e rodoviários. Para participar do programa, a pessoa ou empresa interessada tem de entregar à concessionária um caminhão ou ônibus com mais de 20 anos de uso. Os veículos velhos devem ser encaminhados a recicladoras cadastradas nos Detrans. fonte https://www.gov.br/pt-br/noticias/financas-impostos-e-gestao-publica/2023/06/governo-prorroga-por-15-dias-venda-de-carro-com-desconto-exclusiva-para-pessoas-fisicas

Sem projeto e diagnóstico do setor, saneamento em SC atrasa e fica distante da meta de 2033

Da Coluna de Renato Igor (NSC, 05/01/2026) Começamos o ano sem saber o que fazer para tratar de um dos problemas mais graves de Santa Catarina: a falta de saneamento básico. O Poder Executivo já retirou dois projetos da Alesc que tratam da necessária regionalização, uma previsão do Marco Legal do Saneamento (MLS). Santa Catarina fica para traz nas concessões, do início das obras e dos contratos bilionários necessários e, cada vez mais distante das metas de 90% de água potável e 99% de esgoto tratado do MLS para 2033. BRDEO Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) prorrogou o prazo de inscrições para empresas interessadas em elaborar o diagnóstico detalhado do Saneamento Básico em Santa Catarina. Com a prorrogação do prazo, as companhias candidatas podem se inscrever até 11 de janeiro. A seleção da empresa responsável ocorre por meio da Chamada Pública 03/2025 e tem os detalhes disponíveis no site do BRDE. O estudo, que vai levar seis meses para ser concluído, poderá ser utilizado no processo de regionalização. Publicado em 06 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/sem-projeto-e-diagnostico-do-setor-saneamento-em-sc-atrasa-e-fica-distante-da-meta-de-2033/

Portal de cursos grátis do Ministério das Cidades fortalece qualificação de servidores públicos

Portal de cursos grátis do Ministério das Cidades fortalece qualificação de servidores públicos

O Portal Capacidades, reformulado a partir da recriação do Ministério das Cidades em 2023, é um importante canal de qualificação para a população, especialmente os agentes públicos, oferendo cursos e conhecimento de maneira gratuita. O portal completou seu segundo aniversário com a marca de 115 mil inscritos com 44 mil certificados emitidos. Isso significa que mais de 68% dos municípios brasileiros estiveram presentes, alcançando 3.817 das 5.570 cidades do país.O Capacidades já conta com uma rede de parceiros, entre eles a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Instituto Pólis, além de universidades federais, entidades municipalistas e órgãos internacionais. A iniciativa já disponibiliza 36 cursos, que abordam temas centrais do desenvolvimento urbano, como habitação, mobilidade, periferias e saneamento ambiental. A professora da Universidade Federal de Alagoas, Juciela Santos, é entusiasta do portal. Tendo feito vários cursos, ela conta como é importante essa complementação da formação. Eles oferecem um olhar diferenciado, têm muita parte técnica bem aplicada a realidade dos municípios. Oferece uma complementação de formação, por mais que temos conteúdo, principalmente eu na área acadêmica, acabamos esquecendo um ponto importante, as vezes meus alunos fazem os cursos e me trazem questionamentos que eu não abordei em sala de aula, coisas que eles enxergam na realidade do dia a dia, isso faz com que a discussão nas disciplinas seja mais fluidas”. O curso mais procurado no Portal Capacidades é o de Introdução ao Desenvolvimento Urbano Sustentável (12.953), seguido do curso de Introdução a Regularização Fundiária (10.235) e do curso de Cadastro Territorial Multifinalitário (5.566).São Paulo foi o município que mais capacitou gestores por meio da plataforma (3.737), logo atrás vem Rio de Janeiro (1.565) e Brasília (1.007). Desenvolvimento Urbano Integrado Em novembro, o portal lançou a trilogia de cursos sobre “Desenvolvimento Urbano Integrado (DUI)”. A série explora como desenvolver um planejamento urbano integrado, as estratégias e os desafios do planejamento urbano nas áreas centrais e territórios periféricos. A abordagem do Desenvolvimento Urbano Integrado compreende o planejamento urbano a partir de uma visão sistêmica, que integra políticas setoriais, promove articulação multinível e fortalece o protagonismo dos territórios. A proposta busca contribuir para cidades mais sustentáveis, democráticas e inclusivas. O curso é gratuito, com a carga horária de 30 horas, o aberto ao público e totalmente EaD, no formato autoinstrucional. A certificação é emitida pela Plataforma Escola Virtual de Governo (EV.G), mediante conclusão de todas as etapas. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/portal-de-cursos-gratis-do-ministerio-das-cidades-fortalece-qualificacao-de-servidores-publicos/

Autorizado projeto para investimentos em telecomunicações com até R$ 500 mi em debêntures

Infraestrutura de Telecomunicações

O Ministério das Comunicações (MCom) aprovou a priorização de projeto para investimento em rede de transporte, rede de acesso e infraestrutura para rede de telecomunicações. A proposta, publicada nesta quarta-feira (21/6) no Diário Oficial da União (Portaria MCom nº 9.774), prevê a emissão de R$ 500 milhões em debêntures incentivadas, beneficiando os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, São Paulo e Minas Gerais. A autorização de emissão das debêntures incentivadas é uma estratégia para estimular a participação do mercado privado no financiamento com longo prazo das infraestruturas de telecomunicações. Debêntures são uma forma de “emprestar” dinheiro a uma empresa. A principal diferença entre as debêntures comuns e as incentivadas está na redução ou mesmo a isenção no imposto de renda. Para pessoas físicas interessadas em investir, o tributo é zerado, sem qualquer cobrança sobre a remuneração do investimento. Para as empresas (pessoas jurídicas), o IR cai de 22,5% para 15%. A instituição autorizada poderá captar o recurso necessário junto ao mercado, através da emissão de títulos de crédito privado que buscam, no médio e longo prazo, financiar os investimentos e os compromissos financeiros. Investidores interessados em debêntures incentivadas basicamente emprestam dinheiro por um prazo pré-estabelecido em troca de uma remuneração. leia mais na notícia publicada pelo Ministério das Comunicações. mais informações: imprensa@mcom.gov.br | (61) 2027.5530 fonte https://www.gov.br/pt-br/noticias/comunicacao/2023/06/autorizado-projeto-para-investimentos-em-telecomunicacoes-com-ate-r-500-mi-em-debentures

Passagem de ônibus em São Paulo sobe 6%

Passagem de ônibus em São Paulo sobe 6%

Quem usar ônibus como transporte na cidade de São Paulo a partir desta terça-feira (6) vai pagar uma passagem mais cara. Como anunciado no fim de 2025, a tarifa, que era de R$ 5 passa agora a custar R$ 5,30. É um reajuste de 6% acima da inflação no período de um ano, que foi de 4,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Notícias relacionadas: Passagem dos ônibus urbanos do Rio vai subir para R$ 5 no domingo. Prefeitura de SP anuncia aumento nas passagens de ônibus para R$ 5,30. Prefeito de SP não descarta aumento na tarifa dos ônibus em 2026. No dia 29 de dezembro do ano passado, quando anunciou o reajuste da tarifa, a prefeitura de São Paulo justificou a mudança afirmando que o preço da passagem foi mantido em R$ 4,40 durante cinco anos. “De 2020 a 2025 houve uma única atualização de 13,6% para R$ 5. E a inflação neste período foi de 40,31%. A correção atual para R$ 5,30 fica menos da metade do valor inflacionário desses cinco anos”, diz  comunicado da administração municipal. Cálculo do reajuste A prefeitura calcula o reajuste da passagem através de um outro índice, que é o de Preços ao Consumidor do Transporte Coletivo (IPC-Fipe Transporte Coletivo), que indicou 6,5% de variação no acumulado do ano. Sem o subsídio pago pela prefeitura às empresas de ônibus, o valor da tarifa seria de R$ 11,78, segundo estudos da prefeitura de São Paulo. Trem e metrô O Governo do Estado de São Paulo também aumentou nesta terça-feira o valor das tarifas de trem e metrô. Segundo anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas no final do ano passado, as passagens passam de R$ 5,20 para R$ 5,40. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/passagem-de-onibus-em-sao-paulo-sobe-6

Farinha à base de castanha-do-brasil apresenta teor de proteína 60% superior à de trigo

Farinha à base de castanha-do-brasil apresenta teor de proteína 60% superior à de trigo

Pesquisas da Embrapa mostram que a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico de castanha-do-brasil apresentam alto teor de proteínas e têm potencial promissor para o mercado de produtos de origem vegetal. No caso da farinha, o teor proteico é cerca de 60% superior ao da feita com trigo. Os ingredientes foram aplicados na formulação de hambúrgueres, quibes e proteína texturizada, que tiveram boa avaliação de sabor, textura e aparência. A tecnologia está pronta para ser testada em escala comercial. “A busca por maior diversidade de fontes proteicas nacionais têm estimulado pesquisas voltadas à exploração sustentável da biodiversidade brasileira. Além de contribuir para o aproveitamento de recursos naturais e a geração de emprego e renda, essas iniciativas buscam novos ingredientes para a indústria alimentícia”, afirma Ana Vânia Carvalho, pesquisadora da Embrapa. O trabalho integra o Programa Biomas do The Good Food Institute (GFI) Brasil, com financiamento do Fundo JBS pela Amazônia. Os processos de obtenção da farinha parcialmente desengordurada, do concentrado proteico e da proteína texturizada, utilizada como substituta de produtos cárneos, foram desenvolvidos no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental (PA). A pesquisadora conta que a primeira etapa do trabalho, que está publicado em boletim técnico, foi entender profundamente a matéria-prima. Com aproximadamente 15% de proteína bruta, 67% gorduras, 7% carboidratos e valor energético de 751 kcal/100g, a castanha-do-brasil desponta como um produto promissor para o mercado de proteínas alternativas. “A castanha-do-brasil é um símbolo da sociobiodiversidade amazônica e surge como alternativa nacional de alto valor agregado. Isso pode fortalecer cadeias produtivas amazônicas, gerando valor para pequenos produtores e indústrias regionais”, acredita Carvalho. Crédito: Ronaldo Rosa | Embrapa De subproduto a ingrediente de alto valor A pesquisadora explica que a remoção parcial do óleo da castanha – usado majoritariamente pela indústria cosmética – gera uma torta, que é a base para os novos ingredientes. “A torta da castanha é um resíduo do processo de extração do óleo. Um subproduto da indústria”, conta.  A pesquisa utilizou também castanhas que não tinham padrão para comercialização in natura – quebradas ou em pedaços, ampliando o aproveitamento das castanhas e reduzindo desperdícios. Após a extração do óleo, o teor de proteína da castanha, originalmente de 15%, saltou para 32,4% na farinha, um aumento de cerca de 116%.  Em 100 gramas de farinha de trigo integral, por exemplo, estão cerca de 13 gramas de proteína, um pouco mais que a tradicional farinha de trigo “branca”. Já 100 gramas de farinha de castanha apresentam quase 33 gramas de proteína, valor 60% maior que a de trigo. A partir dessa farinha, os pesquisadores produziram o concentrado proteico que obteve até 56% de proteína. O concentrado e a farinha foram testados na formulação de produtos para o consumidor final.  “Nós avaliamos hambúrguer e quibe usando tanto a farinha quanto o concentrado proteico. Já a proteína texturizada fizemos só com o concentrado, em um blend de proteína de castanha-do-brasil e proteína de soja”, complementa a cientista. O trabalho destaca que os novos ingredientes apresentam propriedades funcionais adequadas para aplicações alimentícias e elevados teores de aminoácidos, além de serem ricos em selênio – mineral abundante na castanha. Quibe feito com a farinha de castanha do brasil. (Crédito: Kadijah Suleiman | Embrapa) Quibe e hambúrguer de castanha Na Embrapa Agroindústria de Alimentos ( RJ), foram desenvolvidos o quibe e o hambúrguer, ambos vegetais e com características sensoriais – sabor, textura e aparência – semelhantes aos feitos com produtos de origem animal. O trabalho foi publicado pela instituição e está disponível para download. Hamburguer de castanha. (Crédito: Kadijah Suleiman | Embrapa) Nas receitas dos dois alimentos foram utilizados a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado proteico obtido a partir da mesma farinha. “Conseguimos utilizar um coproduto da cadeia de produção da castanha-do-brasil e transformar em um produto para consumo direto, com foco nos públicos vegetarianos, veganos e flexitarianos”, explica a pesquisadora da Embrapa Janice Lima. Para a formulação do quibe foi usada a farinha com composição em torno de 6% de óleo, 32% de proteínas e 10% de fibra total. Os demais ingredientes da receita podem ser encontrados em supermercados, mercearias e afins. Em caso de preparo doméstico, o produto deve ser consumido logo após ficar pronto. Já a comercialização inclui as etapas de embalagem e congelamento. O alimento pode ser comercializado congelado, cru ou pré-assado, a critério do fabricante.  Texturizado de castanha é similar ao de proteína de soja Além desses alimentos de origem vegetal, também foi obtido um ingrediente texturizado proteico vegetal à base de castanha-do-brasil e soja, contendo cerca de 56% de proteína, que é similar, em uso, à tradicional proteína texturizada de soja (PTS). Segundo a pesquisadora Melicia Galdeano, da Embrapa, o resultado materializa um dos principais objetivos do projeto: desenvolver ingredientes proteicos alternativos a partir de matéria-prima nacional, promovendo a diversificação das fontes proteicas vegetais no Brasil para o mercado plant-based brasileiro. “Atualmente predominam no mercado de proteínas vegetais opções como a soja e a ervilha. Esse trabalho caminha para o aproveitamento sustentável da castanha, incentivando seu plantio e beneficiando comunidades locais”, destaca Galdeano. Consumidores testam e demonstram boa aceitação O teste de aceitação sensorial avaliou a aplicação dos coprodutos da industrialização da castanha-do-brasil em preparações alimentícias e mostrou boa aceitação pelos consumidores participantes. “Os análogos vegetais, quibe,  hambúrguer e texturizado proteico vegetal à base de castanha-do-brasil e soja, apresentaram aparência, sabor e textura característicos de suas versões convencionais, o que indica o potencial de utilização dos coprodutos do processamento da castanha-do-brasil como ingredientes alternativos em produtos desenvolvidos para o público de alimentos plant-based”, finaliza a pesquisadora Daniela Freitas de Sá. FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/farinha-a-base-de-castanha-do-brasil-apresenta-teor-de-proteina-60-superior-a-de-trigo/

Os que fazem a diferença: método e números

Os que fazem a diferença: método e números

Primeiramente, Feliz 2026. Vamos refletir um pouco para iniciarmos um ano em alta performance. Porque os que fazem a diferença são aqueles que se planejam agora, amanhã e sempre. Durante muito tempo, eu achei que “fazer a diferença” era sinônimo de fazer mais: mais horas, mais entregas, mais esforço, mais presença. Até perceber uma coisa desconfortável (e libertadora): quem faz a diferença não corre o tempo todo — constrói caminho. E caminho exige direção, escolhas e consistência. Hoje, quando olho para trás, vejo uma trajetória feita de prêmios, viagens, apresentações, bastidores difíceis e vitórias silenciosas. Não foi uma linha reta. Foi um percurso com curvas, pausas, recomeços e, principalmente, decisões. Prémios, palcos e a parte que ninguém vê Existem momentos que parecem “glamourosos” por fora: ser chamada para apresentar um projeto, viajar para um evento importante, defender uma ideia num palco, receber um reconhecimento, fechar uma parceria. Mas a parte que quase ninguém vê é o que sustenta esses momentos: Noites a rever pitch até ficar simples (e verdadeiro); Dias a responder “não” e continuar; Reuniões em que a tua visão é questionada; Ansiedade antes de uma apresentação; e aquela sensação de “eu não posso falhar”, que a gente carrega sozinha. A diferença não está em ter oportunidades. Está em estar pronta quando elas chegam. As vitórias que realmente contam A vitória não é só “ganhar um prémio” ou “fazer uma viagem”. A vitória é quando tu: Recuperas a tua confiança; Voltas a falar da tua ideia com brilho no olho; Escolhes parceiros certos; Constróis uma equipa que soma; e aprendes a dizer “não” sem culpa. Porque, na prática, quem faz a diferença não é quem nunca cai.É quem não se abandona. A habilidade que separa sonho de negócio Vou dizer de forma direta: saber fazer contas muda tudo. Tu podes ter carisma, visão e propósito — mas se não entendes números, tu ficas vulnerável. Vulnerável a: Aceitar propostas ruins; Não perceber prejuízo disfarçado de crescimento; Confundir faturamento com lucro; e trabalhar muito… para ganhar pouco. Saber fazer contas é liberdade. Aqui vai o básico que todo empreendedor precisa dominar (sem complicar): Quanto entra e quanto sai (mensal e semanal); Margem (quanto sobra de verdade); Custo por entrega (tempo + equipe + materiais + impostos); Preço mínimo sustentável (o teu “não abaixo disso”); e caixa (o que te mantém viva enquanto o crescimento acontece). Quem faz a diferença não é quem “tem fé”.É quem tem fé e planilha. É exatamente aqui que entra a PRIMORA. A PRIMORA entra como parceira para dar estrutura ao que muita gente deixa no improviso: planeamento, prioridades e rotina de execução. Porque ideia boa sem sistema vira só intenção. Quando tu transformas estratégia em sistema, tu não dependes de sorte — tu crias previsibilidade. Tu aprendes a dizer “sim” com consciência e “não” sem culpa. Tu constróis um caminho que aguenta os dias bons e, principalmente, os dias difíceis. Se tu estás numa fase de construção — cansada, cheia de ideias, com medo de não dar certo — guarda isto: tu não precisas de fazer mais. tu precisas de fazer melhor, com clareza. Planeia agora. Ajusta amanhã. Sustenta sempre. Porque os que fazem a diferença… não esperam o “momento ideal”.Eles constroem.     fonte https://santotech.com.br/os-que-fazem-a-diferenca-inovacao-estrategia-ganhos-2026/

SBPC e ABC alertam para violação do direito internacional em ação dos EUA na Venezuela

SBPC e ABC alertam para violação do direito internacional em ação dos EUA na Venezuela

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram, nesta segunda-feira (5), uma nota conjunta manifestando profunda preocupação com a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território da Venezuela. Segundo as entidades, as ações configuram grave violação dos princípios do direito internacional, em especial da soberania nacional, da autodeterminação dos povos e da proibição do uso da força, consagrados na Carta das Nações Unidas. O documento alerta para os riscos da naturalização de intervenções militares unilaterais na América Latina e no Caribe, região historicamente marcada por ingerências externas e comprometida, nas últimas décadas, com a solução pacífica de controvérsias. A nota destaca ainda que, mesmo diante de críticas ao regime político venezuelano e de preocupações legítimas com democracia e direitos humanos, tais circunstâncias não autorizam a imposição de mudanças políticas por meio da força militar externa. As entidades chamam atenção para os impactos regionais da escalada de tensões, especialmente para o Brasil, que compartilha cerca de 2.200 km de fronteira com a Venezuela, em áreas ambientalmente sensíveis e socialmente complexas, ampliando riscos humanitários e institucionais. “A defesa da soberania dos Estados, do direito internacional e da paz não admite relativizações”, afirmam a SBPC e a ABC, ao conclamar a comunidade internacional, em especial as Nações Unidas e os organismos regionais, a atuarem de forma urgente para cessar hostilidades, proteger as populações civis e restaurar o respeito à ordem internacional baseada em regras. A nota é assinada pelas presidentes da ABC, Helena Nader, e da SBPC, Francilene Procópio Garcia. Confira abaixo o documento na íntegra: NOTA CONJUNTA SOBRE SOBERANIA, DIREITO INTERNACIONAL E PAZ NA AMÉRICA LATINA A defesa da soberania dos povos e Estados é um princípio fundamental do direito internacional e base essencial da ordem multilateral, consagrado desde a criação da Carta das Nações Unidas em 1945. A igualdade soberana de todos os Estados e a proibição do uso da força são pilares que garantem a convivência pacífica entre as nações e o respeito à autodeterminação dos povos. Os eventos recentes envolvendo uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território da República Bolivariana da Venezuela — incluindo bombardeios e a captura de autoridades nacionais por forças estrangeiras — suscitam profunda preocupação. Tais ações configuram grave violação das normas fundamentais do direito internacional, em especial do Artigo 2º, parágrafo 4º, da Carta das Nações Unidas, que proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado. A naturalização de ações militares unilaterais contra Estados soberanos, à margem do sistema multilateral, representa um precedente de extrema gravidade para a América Latina e o Caribe — região historicamente marcada por intervenções externas e comprometida, nas últimas décadas, com a solução pacífica de controvérsias. O princípio da não intervenção em assuntos internos de Estados soberanos está igualmente consagrado no Artigo 2º, parágrafo 7º, da Carta da ONU, que veda ingerências externas em questões que pertencem essencialmente à jurisdição interna dos Estados, salvo nos casos expressamente autorizados pelo Conselho de Segurança no âmbito do Capítulo VII. Instrumentos regionais reforçam esses compromissos. A Carta da Organização dos Estados Americanos estabelece de forma inequívoca que nenhum Estado tem o direito de intervir, direta ou indiretamente, nos assuntos internos ou externos de outro, e que o território de um Estado é inviolável, não podendo ser objeto de ocupação militar ou de qualquer outra forma de coação. Ainda que existam críticas amplamente compartilhadas ao regime político venezuelano e legítimas preocupações com democracia e direitos humanos, tais circunstâncias não autorizam a violação da soberania nacional nem a imposição de mudanças políticas por meio da força militar externa. A promoção da democracia e da justiça deve ocorrer exclusivamente por meios pacíficos, jurídicos e multilaterais, conforme estabelecido pelo direito internacional. A América Latina e o Caribe constituem uma região historicamente comprometida com a paz. A normalização do uso da força como instrumento de política externa representa um risco concreto à estabilidade regional, cria precedentes perigosos e fragiliza o sistema internacional baseado em regras, com impactos diretos sobre as populações civis, as instituições democráticas, a ciência, a educação e o desenvolvimento sustentável. Esses episódios revelam, ainda, a crise profunda dos arranjos multilaterais de governança internacional, cada vez menos capazes de conter ações unilaterais de grandes potências, mesmo quando frontalmente incompatíveis com o direito internacional. A escalada de tensões em território venezuelano também introduz incertezas relevantes para países vizinhos, em especial o Brasil, que compartilha extensa fronteira terrestre com a Venezuela, aproximadamente 2.200 km. Em regiões ambientalmente sensíveis e socialmente complexas, a instabilidade amplia riscos humanitários e institucionais, exigindo atenção permanente, cooperação regional e respostas baseadas no direito internacional e no conhecimento científico. Reafirmamos que: (i) a soberania nacional e a autodeterminação dos povos são princípios inegociáveis do sistema internacional;(ii) a proibição do uso da força é um elemento central para a preservação da paz e da segurança coletiva;(iii) a resolução de crises políticas deve privilegiar o diálogo, a diplomacia e os mecanismos multilaterais;(iv) a intimidação armada como instrumento de pressão política configura o terror do poder, incompatível com a Carta das Nações Unidas e com a ordem internacional baseada em regras;(v) a ciência, a educação, a cooperação internacional e o progresso social dependem de ambientes de estabilidade, liberdade, circulação de pessoas e respeito ao direito internacional. Conclamamos a comunidade internacional, em especial as Nações Unidas e os organismos regionais, a atuarem de forma urgente para cessar hostilidades, proteger as populações civis, restaurar o respeito à soberania e apoiar processos legítimos de diálogo e transição definidos pelo próprio povo venezuelano. A defesa da soberania dos Estados, do direito internacional e da paz não admite relativizações. Sua violação em um país ameaça todos os demais, enfraquece o sistema multilateral e compromete os fundamentos de uma ordem internacional baseada na cooperação, na justiça e no respeito mútuo. 05 de janeiro de 2026 HELENA BONCIANI NADERPresidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) FRANCILENE PROCÓPIO GARCIAPresidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) FOntehttps://portalbrasilcriativo.com.br/sbpc-e-abc-alertam-para-violacao-do-direito-internacional-em-acao-dos-eua-na-venezuela/

CentroSul pode ser primeiro espaço público da Capital com naming rights

O CentroSul deve ser o primeiro grande equipamento público de Florianópolis com naming rights (direitos de nome), após a nova licitação do equipamento, que será lançada nos próximos meses. No ano passado, a Câmara de Vereadores aprovou lei do Executivo autorizando naming rights em eventos, como Carnaval, Réveillon, Feira de Cascaes e Fenaostra, e também em equipamentos públicos, como CentroSul, Passarela do Samba e Mercado Público. A lei foi sancionada pelo prefeito Topázio Neto e entrou em vigor em 19 de dezembro. Pela norma, empresas e consórcios podem participar das licitações que permitirão os naming rights. No Brasil e no mundo, o modelo é conhecido sobretudo em estádios de futebol. Em São Paulo, por exemplo, os três grandes clubes de futebol aderiram, com a Neoquímica Arena (Corinthians), Allianz Parque (Palmeiras) e Morumbis (São Paulo). Em Florianópolis, inicialmente, a proposta vedava ruas, avenidas e praças, mas uma emenda da Câmara incluiu esses locais. Atividades dirigidas à saúde, cultura, esportes, educação, assistência social, lazer e recreação, meio ambiente, mobilidade urbana e promoção de investimentos, competitividade e desenvolvimento estão contempladas na lei. Segundo a secretária Municipal de Licitações, Contratos e Parcerias, Katherine Schreiner, o edital do CentroSul está na fase de modelagem jurídica e será a primeira concessão municipal em que o vencedor poderá explorar comercialmente o espaço e obter receita na venda dos direitos de nome. O QUE PODE TER O NOME VENDIDO CentroSul Passarela do Samba Mercado Público Réveillon Carnaval Fenaostra Feira do Cascaes Diferentes festas municipais Eventos esportivos Ruas e praças Ganhos econômicos para a cidade e empresas Economista, Laura Pacheco ressalta que nomes têm valor e que ao redor deles se constrói identidade, percepção e reputação. Ao analisar Florianópolis, destaca a sazonalidade como fator central, porque a cidade tem picos muito claros de movimento, especialmente no verão. Citou festas de temporada, estruturas nas orlas, a Passarela Nego Quirido no Carnaval e serviços temporários. “Contratos mais curtos e flexíveis fazem mais sentido para Florianópolis”, opina. Outro segmento apontado como promissor pela economista é o turismo esportivo. “Floripa tem se consolidado como destino de maratonas e eventos esportivos. Quem participa valoriza muito a experiência de correr na BeiraMar Norte. Isso é um ativo econômico importante”, destaca. Sobre a precificação, explica que não existe fórmula. “Cada negócio tem um modelo. Depende de quem investe, do que a marca busca e do formato da contrapartida”. Possibilidades para pequenas e grandes marcas Para o empresário e publicitário Wilfredo Gomes, a novidade dos naming rights deve ser vista no conjunto de estratégias de comunicação e marketing. “Bom para o cliente, para a agência, para o anunciante e para o público, que passa a ter acesso a informação, experiências ou benefícios gerados pelo patrocínio”, diz. Ele vê o naming rights como uma modalidade moderna de patrocínio, aplicável a pequenas e grandes iniciativas. “Isso precisa ser bem organizado e planejado. Tem que existir coerência entre o espaço público e o anunciante. Uma coisa precisa ter relevância e conexão com a outra”. Também publicitário, Fábio Veiga registra que Florianópolis não está inventando a roda. “O uso de naming rights é praticado no mundo inteiro há décadas, sempre com imenso sucesso. Desde que feito de maneira equilibrada e responsável, é excelente e saudável”. Veiga lembra que o modelo foi aplicado em Lisboa, Portugal. “Lá, o Mercado da Ribeira passou a se chamar Mercado da Ribeira Time Out. A marca, ao associar seu nome ao mercado público, modernizou e revitalizou uma parte do equipamento sem custo para a prefeitura e o transformou num hub gastronômico de referência”. (ND, 06/01/2026) Publicado em 06 janeiro de 2026 fonte https://floripamanha.org/2026/01/centrosul-pode-ser-primeiro-espaco-publico-da-capital-com-naming-rights/